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Reflexões acerca do mundo cristão.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O DESAFIO DO PASTOR DO SÉCULO XXI: ENSINAR TODA A VERDADE!


Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos… (At 20:28).
 
Nesses dias de mornidão espiritual em que sobram “declarações proféticas” e que no fim são consortes de uma vida cada vez mais mundana; onde a gravidade do pecado é atenuada por ministrações de auto-ajuda, incentivando o contumaz transgressor da Palavra a buscar superação ao invés de arrependimento; perguntamos: o que ainda falta para despertarmos desse pesadelo paradoxal e sairmos dessa berlinda de vitupérios e motejos, sendo nós o povo de Deus? Nesse tempo de escassez do amor e de aridez cristã em que unções à base de azeite descem sobre tantas cabeças, serpenteando em rostos ávidos por novidades; em que os montes estão cheios de profetas entregando revelações personalizadas à gente que não encontra mais respostas dentro de suas próprias “igrejas” – parece até que a “igreja” perdeu seu centro, razão e capacidade de conduzir vidas ao Reino de Deus. Frente a tudo isso, os verdadeiros profetas tem se calado ou como nos dias de Elias estão escondidos em cavernas (1 Re 18:13) para não serem trucidados por milhões de evangélicos que não aceitam receber um “não” como resposta a seus “refestelos gospelizados” (2 Tm 4:3-4); e assim, os homens de Deus, tolhidos para proclamar a real mensagem do Senhor a uma geração perdida em seu próprio convencimento e razão; se calam!

Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus (Tg 4:4).

A maneira dessa nova geração de crentes e obreiros ver a vida (cosmovisão) é literalmente assimilativa ao mundo. Práticas e propostas que no passado eram impensáveis de se ver dentro do redil cristão; agora, na pós-modernidade que influenciou os seus valores é tudo relativo e aceitável: o pornô, o sexy shop, o cartão de crédito, a viagem a Israel, o boteco; agora é tudo “gospel”! As chocarrices agregam rodas de interesse entre nossa juventude; o consumo de bebida alcoólica é contextual e já faz parte de algumas “reuniões sociais” de evangélicos; adultérios e fornicação são entendidos apenas como uma questão de senso cultural – e quando praticados, o importante é a complacência e não a disciplina (1 Tm 5:20). Essa “nova consciência” é também avessa a autêntica vida cristã, pois fizeram da roda dos escarnecedores (Sl 1:1) a “mesa de Jesus” com os pecadores; a condenação do pecado tornou-se legalismo; a ortodoxia recebe o estigma de ser retrógrada e o vestuário decente é tratado não como sinal de recato por quem o traja, mas como cafonice ou falsa moralidade. O local consagrado a adoração a Deus foi adaptado em arena de MMA; o templo adequado em espaço para exibição de jogos de futebol tudo em nome de uma sintaxe evangelística – afinal, agora tudo pode; é “gospel”!

Não havendo profecia, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse é bem-aventurado (Pv 29:18). 

É perceptível que a noção de avivamento que pregam por aí é anômala a da Bíblia (Sl 119:25), pois transformaram reuniões de adoração em espetáculos, pregações em shows e congressos em apresentações humorísticas; cantores ascenderam a astros e pastores se fizeram em gurus de uma nova ortodoxia. O Senhor perdeu em muitos ajuntamentos o seu lugar e soberania no culto em escala decrescente, pois são tantos anjos entre os homens que falta lugar para o próprio Deus. Infelizmente há intenções comerciais por trás da maioria dos grandes nomes da homília e da música gospel que tanto ouvimos e aplaudimos; seus produtos vendem muito e são caros; suas “ofertas” são gordas; as exigências financeiras são altas para que as pessoas recebam ministrações mirabolantes dos “profetas do século” em camarotes vips. Os milagres acontecem, mas, sutilmente “vendem a promessa para quem os quer obter” através de ingressos, campanhas, correntes, objetos e tudo o que se puder comercializar, pois com esses “homens de Deus” do século XXI nada é de graça. Atravessamos uma crise de identidade pela ausência de fundamentos bíblicos que delineiam o caráter e missão da igreja; por falta de padrão bíblico estabeleceu-se uma diversidade religiosa que desfigurou o perfil cristão; pelo distanciamento da Palavra de Deus e do Deus da Palavra nossos valores foram pervertidos e o cristianismo esfacelado produziu grupos periféricos com verdades e comportamentos locais – de modo que em tal lugar uma coisa é “pecado” e noutro não é – esse cristianismo confuso está perdido!

Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina (2 Tm 4:2).

Amados pastores, Deus não mudou, sua palavra não foi invalidada e o pecado continua pecado! Se vocês não nos comunicarem por meio de exemplos e palavras todo o conselho de Deus (At 20:27), em pouco tempo seremos uma igreja evangélica ainda mais deturpada. Sobram-nos maus exemplos e faltam-nos obreiros do Senhor, homens que não estão preocupados somente com sua prebenda mensal (1 Pe 5:2) ou com o crescimento a qualquer custo da membresia de suas igrejas (Ap 3:8; 1 Tm 3:15); santos de Deus que condenam o pecado e nos mostram o caminho da virtude através de suas sinceras obras (Tt 2); ministros conscientes de seu papel diante de uma congregação de vidas que não tem compromisso de comunicar o que os agrada, mas o que Deus diz que precisam (1 Tm 5). Mestres cuja fonte do saber é a Palavra de Deus e sob a direção do Espírito Santo desenvolvem uma teologia prática capaz de influenciar os demais a desejarem a mesma graça (1 Co 11:1). Minha oração e desejo é que você querido pastor, seja consciente da gloriosa missão que recebeu e continue a pregar o evangelho completo de renúncia, santidade, livramento, prosperidade, contentamento, vitória, tribulação, cura, enfermidade, céu, inferno, arrependimento e salvação em Cristo Jesus.

segunda-feira, 9 de março de 2015

MAU TESTEMUNHO DE CRENTE É IGUAL A SAL ESTRAGADO!

Não é raro encontrarmos pessoas ou lermos suas opiniões declaradas cristãs, mas mostrando ou insinuando condutas contrárias aos ensinos apresentados nas Escrituras (2 Pe 2:20). Pessoas que querem dar “aula de moral evangélica”, mas sequer frequentam um templo, não tem responsabilidades junto a um corpo local de crentes, não tem pastores – deve ser por isso que atravessam madrugadas se confraternizando com ímpios em bares, em shows seculares de músicas mundanas ou em boates onde bebidas alcoólicas, drogas e licenciosidades correm à solta (Sl 1). Chega a ser cômica essa “teologia livre” que se interpõe sobre o Evangelho, fazendo de sua aplicação apenas “um modo equilibrado de vida social” frente a uma geração sem valores – em suma, é sal degenerado (Lc 14:34).

Não é raro encontrarmos pessoas ou lermos suas opiniões declaradas cristãs, mas mostrando ou insinuando condutas contrárias aos ensinos apresentados nas Escrituras (2 Pe 2:20). Pessoas que querem dar “aula de moral evangélica”, mas sequer frequentam um templo, não tem responsabilidades junto a um corpo local de crentes, não tem pastores – deve ser por isso que atravessam madrugadas se confraternizando com ímpios em bares, em shows seculares de músicas mundanas ou em boates onde bebidas alcoólicas, drogas e licenciosidades correm à solta (Sl 1). Chega a ser cômica essa “teologia livre” que se interpõe sobre o Evangelho, fazendo de sua aplicação apenas “um modo equilibrado de vida social” frente a uma geração sem valores – em suma, é sal degenerado (Lc 14:34).

Na prática, seguir a Jesus além de compreender sua mensagem é preciso viver como Ele e seus discípulos viveram (1 Jo 2:6; 1 Co 11:1) – é necessário dar testemunho de que foi e é salvo (Fp 2:15). Não existe entre o monergismo, sinergismo, calvinismo ou arminianismo a idéia de salvação que não demonstre transformação de vida; menos ainda nas Escrituras (Ef 4:22-32). Antes de qualquer fórmula teológica, Jesus ensinou que a experiência da regeneração é de fato um novo nascimento (Jo 3:3-7), uma vida nova interior expressando no exterior sua radical mudança (2 Co 5:17) em termos de comportamento e valores. Significa que se alguém vive conforme o mundo (1 Jo 2:15-17), não tem condições de passar sermão de vida cristã e nem tentar estabelecer novos princípios sobre a vida de ninguém.

Os motivos alegados pelos tais “crentes revolucionários” ao tentarem justificar suas posições extremas, libertárias e até marxistas em nome do verdadeiro Evangelho – é que o cristianismo foi corrompido em suas conjunturas eclesiais e, portanto, mostra-se enfermo em seu governo e membresia – a generalização que fazem é ilegítima e inaplicável. Amados, erros e dissensões sempre permearam pela história do cristianismo e devem continuar – inclusive existem alertas bíblicos sobre isso (Mt 18:7; 24:10; Rm 16:17; 2 Co 6:3). Por exemplo, no original colégio apostólico de Jesus havia um ladrão (Jo 12:6) e traidor (Lc 6:16); já pensou se os outros onze apóstolos tivessem agido como alguns o fazem hoje – teriam se afastado uns dos outros.
Uma das diferenças cruciais entre os escândalos do meio cristão e os que ocorrem fora dele é que dentro do universo cristão ecoam muito mais palavras de salvação e perdão e acontece de fato transformação de vidas; e foi exatamente isso que os onze apóstolos viram pela fé (Jo 6:68-69; 1 Jo 1:7). Outrossim, dentro do cosmos cristão o conceito de justiça e a certeza de juízo são garantidos por quem jamais falhará (Mt 18:7; Na 1:3; Ex 23:7). Então, é melhor permanecer com os irmãos de fé dentro do cristianismo com seus escândalos e incoerências do que com o mundo e sua “comunhão ímpia” com condenação eterna garantida pela Palavra (Jo 3:19; Ef 5:11).

Igualmente, na escatologia de Jesus a separação do joio (crentes falsos) de entre o trigo (crentes verdadeiros) só será consumada no porvir (Mt 13:28-30), de modo que cabe ao discípulo de Cristo, neste presente tempo, fazer a sua parte e brilhar neste mundo de trevas com o testemunho de Jesus (Ap 19:10), que é o espírito das Escrituras e a ministração vivificante da Palavra de Deus acentuadas em suas vidas (Ap 1:9). Na verdade a cultura do mundo tem corrompido a cosmovisão de muitos de nosso meio, gerando um “evangelho igual” onde não existem salvos e perdidos, santos e pecadores ou crentes e desviados. Esse discurso que agrada a todos e invalida as mais claras e contundentes posições da Palavra de Deus – é o proferido por um falso cristianismo que diz ser de Jesus, mas vive nas emaranhadas ideologias e nos condenáveis comportamentos do mundo anticristão (1 Jo 4:3). 

É exatamente esse cristianismo “chove e não molha”; ou na linguagem apocalíptica de João – morno (Ap 3:16) – que devemos combater com preceitos bíblicos e não com os achismos e opiniões desconcertantes de livres pensadores que se mostram fora do cristianismo e que curtem açoitá-lo com os seus discursos endireitistas – na bíblia esse comportamento tem outro nome: hipocrisia (Mt 7:5; 1 Tm 4:2). É verdade que entre católicos, protestantes, reformados, pentecostais, carismáticos, renovados e neopentecostais existem lobos devoradores (At 20:29) – homens que fazem negócios com e do rebanho do Sumo Pastor; mas como preconiza a Escritura, sua paga não tarda (2 Pe 2:3). Mas, isso não significa que podemos anular a postura da vida cristã – que tem de ser diferente do modo como o mundo vive; portanto, é tempo de nos mantermos nas trincheiras da ortodoxia, na prática do amor e respeito ao próximo e perseverarmos nos ensinos da Palavra de Deus (2 Pe 1:19).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

PEQUENAS ATITUDES COM GRANDES MUDANÇAS EM 2015!

"…mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" (Rm 12:2b).
Transformar a sua história não é incumbência do destino, não é predestinação de vencedores ou fracassados, de abençoados ou desprovidos – aceitar isso é ser conformista demais e crente de menos. Como também mudar a nossa vida não é ação exclusiva e absoluta de Deus; ou seja, é da vontade Dele que você creia, cresça e participe do processo de modo consciente e ativo (1 Pe 1:9). O novo nascimento segundo a bíblia é um milagre, mas o viver no Espírito é um hábito da nova criatura (Gl 5:25) – Deus faz o impossível e você doravante, faz o que é preciso para alcançar e ser o homem e a mulher perfeitos (Ef 4:13).
…efetuai a vossa salvação com temor e tremor (Fp 2:12e).
Para transformar a sua história será preciso mudar a qualidade dos registros e a importância dos anais através de fatos relevantes e atitudes grandes cujo personagem maior será você. É no dia a dia com pequenos sorrisos, com detalhes no comportamento e pormenores nas escolhas e decisões que você deverá construir uma trajetória que agrada a Deus e faz bem ao próximo e que no fim das contas o grande beneficiado será você mesmo (Gl 4:7).
E em todas essas novidades jamais se esqueça do Deus Presente em seu viver: Ele lhe diz: “Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar” (Js 1:9).
Pra mudar a vida é preciso fazer o necessário; como adotar práticas novas, trilhar novos caminhos, reviver outra vez com postura diferente a mesma existência (2 Co 5:17).

domingo, 21 de dezembro de 2014

MISERÁVEIS NO NATAL PELA FALTA DE JESUS!

O natal de Jesus Cristo é uma celebração rica e cheia de significados para os que entendem a razão da comemoração. Mesmo que Ele não tenha nascido em 25 de dezembro, a data ocidental, celebra o fato de seu nascimento, relembra a indescritível graça dos céus. Tal riqueza do natal de Jesus é expressa não em poses, presentes, pompas e banquetes; antes, farta de sentido bíblico, realização profética e caracterizada pelo desejo de Deus em oferecer o maior e melhor presente que a humanidade já pôde receber – o seu próprio filho.

Mesmo com todo peso redentor e com tantos sentimentos de boa vontade envolvidos no natal, há os que se fazem pobres pela negligência de observar e viver sob os auspícios do verdadeiro Espírito do Natal (leia-se Espírito Santo). Pessoas que na pobreza da alma carente de Deus e daquela salvação anunciada no natal de Jesus, não admitem o estado crítico de suas vidas e muito menos reconhecem a condição trágica de suas existências. A miséria do ser em meio à fartura do ter é a prova contundente de uma geração afastada de Deus e insensível a sua voz e dádivas disponíveis para resolver essa triste situação.

É miserável no natal todo aquele que alegrado por presentes, acolhido por familiares em banquetes fartos, ignora o sentido dos favores e dons do natal de Jesus. A graça da ocasião retrata o ofertar, contempla os outros e mira no bem comum. O que temos oferecido ao próximo (aqueles que estão fora de nossos círculos) em nossas comemorações natalinas além de darmos presentes aos que gostamos e comes e bebes a quem convidamos? A verdadeira celebração do natal desafia-nos a romper a restrição cultural domiciliar da data, apregoa o sair da pompa e alcançar as "pastagens de Belém" demonstrando aos de fora a maior mensagem de todos os tempos: "nasceu o Salvador que é Cristo o Senhor!"

É carente no natal todo aquele que mesmo em família, não agradece a Deus, não louva ao Senhor pela realização do singular nascimento de Jesus. São pessoas que se dizem esclarecidas, mas nada agradecidas. Celebram o fato nas divisas de um “cristianismo cultural”, impessoal, pouco vertical e nada espiritual. Alegre-se sim com os seus, mostre-os a razão dos presentes e a verdadeira delícia do cardápio celestial – O pão da vida que desceu dos céus! Todos os significados bíblicos e cristãos do natal são muito mais que apenas entendimento, pois envolvem sentimento, participação e envolvimento por parte de quem o celebra.

É pobre no natal todo aquele que no egoísmo de sua experiência de vida, centra o universo em si, converge tudo aos próprios interesses e somatiza resultados apenas no material. Natal é data para também iluminar nossa vida à luz da de Cristo, realinhar nossa caminhada a do sereno Jesus; que um dia, deitado numa manjedoura com expressão de serenidade, trouxe a esperança de volta a todos nós. Miseráveis nos natais e pobríssimos na vida serão todos aqueles que ao se depararem com as escuras noites da jornada não se orientarem pela brilhante Estrela da Manhã; que ao atravessarem as longas jornadas da lida humana não desejarem pela luz e calor do Sol da Justiça.

Que façamos diferente, que sejamos ricos das graças do natal, apregoando suas mensagens de paz e vivendo sob a influência do Espírito de Emanuel – Deus conosco!

Feliz Natal a você e a toda à sua família!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

É PRECISO REPETIR: IGREJA NÃO É CINEMA, ESTÁDIO DE FUTEBOL E NEM RINGUE DE MMA!

Tem um pregador que o público jovem curte, ele é lá das bandas das Minas Gerais, já fez suas homílias com camisas de outros heróis, chapolim colorado e até mesmo fantasiado de super homem dentro da igreja em que serve como pastor. Ele faz isso na maior tranquilidade sem qualquer constrangimento, entendendo que pregar o Evangelho é quebrar paradigmas litúrgicos e dispensar a social indumentária evangélica - para atingir um único objetivo: atrair a atenção, principalmente dos jovens.  

Afinal, onde estamos buscando nossos referenciais de pregação ou estilo de vida cristã? Não usem o argumento: “ele está resgatando muitos jovens do mundo”. Ah é? Então justifica trazer os “heróis” do mundo para dentro da igreja? Significa que os fins justificam os meios? Não nos esqueçamos do rei Uzias que pensou de forma semelhante e foi leproso pelo resto da vida – só porque quis “contextualizar” e ampliar a função sacerdotal a si mesmo – o que não era permitido pelo Senhor Deus.

Eu odeio e desprezo as suas festas religiosas; não suporto as suas assembléias solenes (Am 5:21)

Percebe-se uma verdadeira profanação dos locais de culto coletivo em muitas congregações. Infelizmente vários pastores, líderes e membros locais perderam o temor a Deus, ignoraram a sã consciência, rejeitaram a noção do que é absurdo ou impraticável nos âmbitos da igreja cristã. Estranha-me a promoção de campeonatos de MMA, festas juninas, transmissão de jogos de futebol, baladas para jovens e cinemas com exibição de filmes seculares dentro do templo ou nos limites da propriedade de igrejas, como se tudo isso fosse normal e aceito por Deus. Parece que voltamos no tempo e chegamos a quase dois séculos antes de Cristo quando o templo de Jerusalém foi profanado pelos sírios e macedônios – mas, com uma diferenciação ainda mais repugnante – agora, os profanadores são os de dentro da própria igreja. 

Acabarei com a sua alegria: suas festas anuais, suas luas novas, seus dias de sábado e todas as suas festas fixas (Os 2:11)

Algumas igrejas têm atraído os olhares da mídia secular não porque estão promovendo algum trabalho de importância social ou relevância comunitária – mas porque estão apelando ao ridículo e ao abominável. Aquela argumentação de que Paulo era um missionário estrategista e se fazia de fraco para ganhar os fracos, de gentio para ganhar os gentios e de judeu para ganhar os judeus a fim de evangelizá-los (1 Co 9:19-22) querendo com isso justificar esses sacrilégios em espaço separado à adoração – não se firma como interpretação sustentável e menos ainda absolve os "bem intencionados" que tudo fazem para promover a comunhão da igreja através de suas programações ímpias na casa do Senhor (deveriam ler o versículo 27 que encerra o mesmo capítulo citado anteriormente). Definitivamente não existe fundamento bíblico, justificativa evangelística ou razão cristã para se armar ringues de lutas marciais dentro dos templos; não há qualquer cabimento em transmitir jogos de futebol no interior da casa consagrada a Deus para culto. Ainda tem aqueles que estão transformando o templo em uma sala de cinema e abandonando a bíblia como livro texto do discipulado ao adotarem filmes de Hollywood como conteúdos de instrução cristã; a que ponto chegamos?

Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim (Mt 15:8)

Parece que precisamos ser uma espécie de “macabeus cristãos” que venham a agir com as armas do amor, profundidade bíblica e autoridade dos céus – nos levantando contra essa falta de noção e ausência de temor; contra “homens sem fé” que montam “emboscadas no templo” e “maculam a casa de Deus”. Por trás de todos esses “discursos evangelistícos” e “koinoníacos” subsistem estratégias do mal, conceitos pós-modernos de que igreja é comunidade, sobretudo e somente no nível sociológico, influenciada pela cultura que a faz e cerca (e não pela bíblia), e conduzida pela compreensão do homem em seu tempo (e não pelo Espírito Santo). Se sua igreja adota esse modus operandi para a prática evangelística ou reforço fraternal, fale com seu líder, dialogue com seu pastor e tente em quanto a tempo para salvar os que ainda restam (Ap 3:2). 

E se não houver mudanças, ore e fale com Cristo Jesus – o cabeça da igreja (Ef 5:23), pois Ele não te deixará confundido sobre o que você terá que fazer a respeito.

SERVIR OU MANTER O DISCURSO DE AMAR?

Servir é uma das mais nobres missões cristãs (Mc 10:44), como entregar-se pela salvação dos outros, um dos ensinos mais pessoais de Jesus (Jo 10:11; 15:13). Infelizmente o que temos visto é uma desconstrução do perfil essencial de discípulo do Grande Mestre – através de crentes que não servem a ninguém, senão a eles próprios, sem qualquer humildade e ainda ressaltados por atitudes impositivas. Gente que mesmo na igreja, a postura revela o caráter egocêntrico de quem não está acostumado a servir, a ceder à vez, a pedir desculpas, a dar preferência, a ser gentil, a perdoar, a suportar e até a carregar as cargas de quem precisa – tudo isso é bíblico, mas quase nada é praticado; mas por quê? Porque não querem servir aos outros e nem seguir o padrão estabelecido por Cristo (Mt 20:28).

Se servir já nos é difícil, quanto mais humilhar-se diante do próximo.

Na verdade, nestes dias de evangelhos genéricos com suas proclamações de “super crentes”, de “prosperidades sem fim”, de “subjugadores de potestades” e de “príncipes e princesas”; nos inquieta o ensino de humilhar-se – desequilibra-nos em nossa “teologia de superioridade” aquela recomendação de oferecer o outro lado da face já atingida (Mt 5:39). As instruções que aplaudimos não têm nada a ver com fazer-se de servo para cumprir o verdadeiro Evangelho; na realidade, o que mais nos apetece são os tipos de “evangelhos” que classificam senhores, organizam cabeças, ordenam maiorais, revestem ungidos, estabelecem líderes, elevam astros e fazem brilhar estrelas – tais “boas novas” com tantos “TOPs e UPs” só não geram servos, é claro (Mt 23:11). 

Não generalizando, mas a atual postura supostamente cristã de não querer servir não é por um simples efeito de natureza cultural ou social da pós-modernidade – sobretudo é um problema de centralidade. Significa que enquanto formos egocêntricos jamais nossa vida será Cristocêntrica. Enquanto não tivermos Cristo como nossa razão de viver, tudo continuará girando em torno de nós mesmos (2 Tm 3:2) – nem que para isso tenhamos que escutar um “evangelho” cuja eisegese nos seja conveniente. A maioria de nós está há tanto tempo sem servir aos outros que quando o faz até estranha (leiam-se esses “outros” como aqueles que estão fora ou nas periferias de nossos círculos de amizades e fraternidade). A atitude de oferecer auxílio não era para ser uma exceção ou provocar alteração positiva de humor – deveria ser habitual e fazer parte de nossa convivência diária, sem distinções ou excepcionalidades.

As oportunidades de servir não estão somente em programas assistenciais como o dos Médicos sem Fronteiras, nas doações do Programa Criança Esperança ou naqueles carnês de contribuições missionárias que circulam nas igrejas. A prática do servir carece mostrar-se além das carteiras e das respostas financeiras; precisa ter rostos, nomes, sorrisos, lágrimas e abraços – precisa ser você in loco – e o melhor lugar pra começar a fazer isso é na rua, no ônibus, no trabalho, na escola e em qualquer local em que estivermos deveremos ser servos de Deus e do próximo!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CRENTES QUE PRECISAM SE ARREPENDER!

Não precisa ser profeta pra pregar arrependimento a maioria de nós crentes que estamos dentro de nossas comunidades locais – até parece uma incoerência, mas não é; é só olhar para a composição de nossas reuniões: de gente que canta e prega uma coisa e vive outra – as pessoas vão a igreja, mas não são a igreja de Jesus!E também ao avaliarmos a nós mesmos com franqueza e sinceramente lidaremos com realidade que não queremos enxergar – estamos muito afastados do Evangelho de Cristo com a vida “cretina” e pouco crente que muitos de nós temos levado.
Nós, os evangélicos temos sido mencionados nas rodas de amigos, na opinião popular e nas mídias da nação mais por conta de nossos escândalos do que por nosso bom testemunho.Temos atraído a atenção mais por conta de nossos pecados do que por nossas virtudes. Falamos de vida nova com Deus, mas vivemos iguais aos demais de fora da igreja – nos enganamos com uma vida cristã de vantagens, de colocar os outros para trás – pois é a isso que se resumiu as pregações de muitos – quando na verdade estamos comprometendo a identidade de portadores do Evangelho pleno e de transformações radicais. Do ponto de vista moral muitos de nossos jovens fornicam antes do casamento. Do ponto de vista social o índice de divórcios na igreja evangélica é tão elevado quanto aos que não a frequentam e que nunca buscaram entender o conceito bíblico de casamento e de família. Do ponto de vista ético vários pastores se venderam por cargos políticos ou funções comissionadas; no âmbito orgânico, igrejas se tornaram empresas, púlpitos em bancas de vendas, pregadores em atores e cantores em estrelas – esse não é o corpo de Cristo! Em nossa arrogância religiosa arrotamos “santidade” e nos orgulhamos de possuirmos o “poder de Deus” para pisarmos o demônio, mas vivemos sob uma onda de descrédito crescente causada por uma vida nada condizente com o que se prega!
Há uma grande necessidade de arrependimento entre os da igreja evangélica brasileira; pois só o perdão e a misericórdia Divinas poderão mudar a nossa sorte nesse país de desatinos com pseudos “paladinos de uma verdade” que não convence mais a ninguém. Infelizmente, há entre nós os que se tornaram blasfemos, de linguagem torpe, com corpos tatuados de figuras sincretistas; outros bem vestidos, mas com o interior apodrecido pela hipocrisia; nossa fé passou a ser heterodoxa e firmada no achismo de livres pensadores que não têm mais as Escrituras como fundamento de fé e prática; nosso “evangelho” resumiu-se na filosofia de vida de cada um – que igreja desfigurada! Há adultérios, mentiras, trapaças, maus pagadores, maldizentes, criadores de confusão, maus empregados, sonegadores, hipócritas e tantos outros desvios que sempre coexistiram com o remanescente de Deus; mas o Senhor nos dá uma grande oportunidade de nos conscientizarmos pela igreja deste país que está enferma em seu corpo, desfigurada em seu semblante e com vestes manchadas por suas transgressões por conta de seus membros nada transformados.
A verdade cristã não é uma declaração verbal ou uma sistemática doutrinal apenas, sobretudo é uma realidade personificada no próprio Cristo. Portanto, se temos uma interpretação, mas não vivemos na ação prática dessa verdade libertadora, continuamos cativos de um sistema que agrada aos homens e desagrada à Deus. É tempo de desejar pela presença do Senhor, de romper com o mundanismo e com tudo aquilo que busca manchar as vestes brancas que os santos do Senhor trajam; é tempo de tomar partido pela justiça, de arvorar a bandeira da verdade que não se negocia; é momento de denunciar as maracutaias nas campais evangélicas; é ocasião de ser crente, salvo e transformado pelo poder do Evangelho – é hora de julgar menos os outros e tratar de nossos próprios pecados e falhas – em suma: é tempo de voltar-se para Deus!
Se começarmos a orar por nós e por aqueles que conhecemos – sem julgá-los; lermos a palavra de Deus e a praticarmos é muito possível que o Deus misericordioso nos visitará com um reavivamento espiritual que sacudirá nossa nação inteira; e daí vão conhecer a verdadeira igreja evangélica!