Seja bem-vindo ao Cristão Capixaba!

Meus objetivos através deste blog são o de informar e esclarecer através das Escrituras Sagradas à pessoas que sinceramente buscam uma compreensão adequada do cristianismo evangélico. Espero que você seja edificado e que também nos ajude a promovermos uma rede evangélica na internet que edifique e contribua para o crescimento espiritual de todos nós.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Foi-se a glória...

O Livro de 1 Samuel narra a história do nascimento do neto do sumo sacerdote Eli, cujo nome era Icabô (1Sm 4.21). O significado original deste inusitado nome próprio do A.T condensava naquele momento a real condição de Israel diante de seus opositores – a perda da glória de Israel. Neste episódio bíblico a glória de Israel era representada pela guarda da Arca de Deus que simbolizava a presença de Deus. A arca foi perdida por conta do pecado dos sacerdotes Ofni e Finéias e do sumo sacerdote Eli. A liderança pecou e todo o Israel pagou a conta da vergonha pública e do prejuízo espiritual.

O povo de Israel (ao abandonar a Teocracia Divina) estava dividido e com diferentes vozes de comando para suas ações de tribos desarticuladas. Icabô nasce num momento vergonhoso para sua família e desastroso para seu país. O problema não foi Icabô e seu nascimento. O problema era Icabô como memorial da vergonha, da blasfémia e do escárnio generalizado contra o povo do Senhor.
Se Icabô foi estigmatizado injustamente ou se carregou o peso de derrotas familiares e nacionais pelo resto da vida, não sabemos – o fato é que Icabô tornou-se “uma lembrança ultrajante”.

A história de Icabô numa linguagem figurada infelizmente continua. Deparamo-nos frente a uma lamuriante realidade onde escândalos no meio evangélico (de suas lideranças principalmente), maculam ainda mais a imagem cristã já desgastada e desacreditada pelos “bodes transvestidos de ovelhas”.
São metralhadoras em carros de supostos pastores da Igreja Mundial (Blitz da PM do RJ); acusações (ainda sem provas) de lavagem de dinheiro pela cúpula da Universal; ecumenismo herético entre a direção da CONAMAD e o Moonismo (esse com vídeo no You Tube) e pra piorar a rotura evangelical brasileira, uma das denominações que eu mais admirava – a ICM, agora com graves acusações de crimes praticados por sua direção administrativa – com a bombástica notícia de “desvios dos dízimos da igreja Maranata”.

Sinceramente esse não é o momento para sarcasmos e alfinetadas provocativas. Do tipo: Bem feito maranatas jactanciosos! Maranatas que se achavam melhores que os outros “irmãozinhos”, que criticavam abertamente as outras igrejas por pregarem publicamente sobre dízimos e ofertas; que argumentarem a favor de seus pastores dedicados e não assalariados; que desdenhavam da organização (desorganização) de outras igrejas; por idolatrarem a “obra” i.e a denominação de vocês, como algo quase divino. A casa caiu, e no baixar da poeira é que a coisa fica ainda mais feia!

Pra mim esse é um momento de vergonha, de tristeza e de lamento. Não se trata de mais um escândalo; trata-se da perda de uma importante referência de transparência e de dedicação por amor a Cristo numa denominação até então impoluta como a ICM.
Os maranatas perderam sua arca – a glória de sua organização, a infalibilidade de sua ordem presbiterial. Aos que estão aplaudindo o sucumbir administrativo e infelizmente até o declínio espiritual (para alguns) de uma denominação antes irretocável, não comemorem muito; pois não foram só os maranatas que perderam, foi a igreja evangélica brasileira que perdeu e perdeu muito!

Na verdade a ICM é uma denominação evangélica muito organizada com uma grande maioria de crentes salvos por Jesus – isso é o mais importante; mas para a tristeza do rebanho é que alguns de seus líderes se deixaram envenenar pela raiz de todos os males – o dinheiro!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

NOSSA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL E A PARÁBOLA DE JOTÃO

Texto de Juízes 9.7-15 na versão NTLH (na íntegra)

Quando Jotão soube disso, subiu até o alto do monte Gerizim e gritou para eles: —Homens de Siquém, me escutem, e Deus escutará vocês!

Aí Jotão disse: —Uma vez as árvores resolveram procurar um rei para elas. Então disseram à oliveira: “Seja o nosso rei.”

E a oliveira respondeu: “Para governar vocês, eu teria de parar de dar o meu azeite, usado para honrar os deuses e os seres humanos.”

—Aí as árvores pediram à figueira: “Venha ser o nosso rei.”

Mas a figueira respondeu: “Para governar vocês, eu teria de parar de dar os meus figos tão doces.”

—Então as árvores disseram à parreira: “Venha ser o nosso rei.”

Mas a parreira respondeu: “Para governar vocês, eu teria de parar de dar o meu vinho, que alegra os deuses e os seres humanos.”

—Aí todas as árvores pediram ao espinheiro: “Venha ser o nosso rei.”

E o espinheiro respondeu: “Se vocês querem mesmo me fazer o seu rei, venham e fiquem debaixo da minha sombra. Se vocês não fizerem isso, sairá fogo do espinheiro e queimará os cedros do Líbano.”


COMENTÁRIO
A POPULAÇÃO

A campanha eleitoral à presidência da republica de 2010, se desenvolve com novos ingredientes benéficos a democracia no que tange aos eleitores. É evidente a participação mais direta da sociedade em verdadeiros debates e mobilizações de corrente para apoiar ou criticar aos candidatos – isso é bom, pois reflete amadurecimento dos eleitores e interesse num futuro melhor para a nação. É notório que além de discurso queremos ouvir propostas e perceber posições que garantam nossos direitos, promovam nosso bem-estar e se possível também defendam nossas convicções.


A DILMA

Há uma cisma crescente principalmente entre evangélicos e a ala conservadora do catolicismo no que refere à assuntos de natureza ética ligadas à candidata da situação.

Dilma parece não definir claramente sua posição sobre assuntos ligados a indiscriminalização do aborto e a união homossexual. Há insegurança quanto à sua fala de rever o texto do PDH3 onde sorrateiramente há elementos inconstitucionais soterrados numa basculante de artigos discursivos. Dilma parece às vezes aquele carrinho da Estrela - o vai e volta – dá vontade rir...


O SERRA

José Serra por sua vez mantém um discurso mais equilibrado (político); entende melhor as complexas questões éticas que foram levantadas nesta campanha eleitoral e talvez por essa razão mantenha posições mais razoáveis sobre as questões, buscando firmeza na constituição vigente (infelizmente toda polêmica tende a esquivar-se de motivos mais relevantes – ainda mais em política). Quanto a Serra, existe claramente uma mobilização evangélica a favor do candidato - e não acho isso errado – é pecado ficar em cima do muro.


AS INCERTEZAS

Mas no final das contas, não temos muita opção. Se escolhermos pelo aparente populismo de Dilma via Lula; quem garante que o PDH3 apoiado principalmente pelo PT ( que tem já a maior bancada na câmara, no senado e entre os governos estaduais eleitos) não seja apenas a ponta de um iceberg de ideologismos de esquerda que ganharam força política na América Latina e que de brinde via importação cubana ameaçam a desembarcar no Brasil.

Quem garante que também não desceremos a “serra” das privatizações sem volta para a nação. Quem garante que a disposição do “tucano” em voar com o aumento do salário mínimo para R$ 600,00 (reajuste acima das perspectivas financeiras do atual governo), não vai provocar uma onda de demissões e com isso um crescente desemprego.

Quem garante que o aumento para os aposentados (e eles merecem) não vai provocar uma sobrecarga sobre a previdência social e que no final das contas quem vai pagar a conta será a sociedade através de uma carga de impostos de outro mundo (pois a nossa já é uma das maiores deste planeta).


O INEVITÁVEL

Na política do Brasil, quem é muito bom (oliveira, figueira e videira) ou perdeu a eleição; ou não está na política. Assim só nos resta escolher entre aquele espinheiro que vai nos machucar menos; que vai nos garantir uma sombrinha deste sol de injustiças sociais; e que, sobretudo, faça sua política com o mínimo de autoritarismo e ameaças e com o máximo de bom censo e democracia.

Cidadão bem informado é eleitor mais preparado – cheguem as suas próprias conclusões!

E roguemos ao Senhor Deus, que eleve ao poder executivo de nossa nação – o que nos prejudicar menos. Jesus vem breve!

Sílvio

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

REFLEXÃO SOBRE A VIDA DA IGREJA EVANGÉLICA

Penso que enumerar problemas eclesiásticos, listar falhas de lideranças evangélicas e filtrar desvios doutrinários é interessante e proveitoso para quem quer alertar e precaver leitores sobre estes pontos. Mas numa boa; vivemos um tempo difícil sobre vários aspectos ligados à emblemática Igreja de Cristo, onde o simples apontamento não resolve.

Os desdobramentos da eclesiologia neotestamentária sobretudo, alicercam-se sobre duas posições quanto a formação da igreja:

A) Igreja universal (em suma), o corpo místico de Cristo que segundo a doutrina da ressurreição e do arrebatamento é composta por todos os santos de todas as épocas (mortos e vivos) que comporão a grei de Jesus no rapto de seus remidos.

B) Igreja local, grupo de cristãos de um local (lugar, cidade, bairro etc) que através de uma concordância doutrinária, de governo e fraternidade formam uma congregação do lugar (denominações).

A Igreja de Cristo é fruto do plano redentor de Deus e do Evangelho transformador de Jesus aos homens. A eclesiologia é emblemática simplesmente porque entrelaça-se com outras doutrinas fundamentais como: salvação, antropologia (doutrina do homem) e escatologia.

Que o resultado final da caminhada de todo crente fiel é a integração nesta triunfante igreja universal, todos sabemos - e não há o que discutir. O que me preocupa é a representação que a igreja local tem feito da verdadeira igreja de Cristo.

UNIDADE. É impossível pensar em unidade entre as igrejas evangélicas na atual conjuntura religiosa. No entanto o surgimento de denominações dentro do cristianismo foram necessárias ao longo da história para proteger e manter a verdadeira igreja do corrompido sistema que se dizia igreja. O que as denominações não podem fazer é isolar-se do corpo de Cristo (as outras igrejas evangélicas que também pregam o verdadeiro Evangelho). As denominações não podem desenvolver um céu denominacional; e nem produzir uma eternidade rendida à correntes teológicas. Nenhum cristão autêntico deve permitir que sua igreja local o faça assumir uma postura de herético (detentor de verdades exclusivas e que quem não faz parte do grupo está perdido). Nos rumos atuais é mais fácil um ecumenismo entre igrejas evangélicas com outras não protestantes do que um entendimento entre os que se dizem seguidores de Jesus pela simples ausência do verdadeiro amor cristão.

DOUTRINA. Os fundamentos bíblicos que caracterizam as boas igrejas locais, perderam seu valor frente aos novos posicionamentos da pós-modernidade. Não que a fé cristã exclua a razão humana totalmente; mas, existem valores e premissas que não podem ser negociados ou postos de lado frente à essa geração do aquí e agora. A impressão que se tem é não existem muitos rebanhos; mas muitas tribos. Não são bases bíblicas que definem pra muitos cristãos se a igreja local é boa ou não; mas, se lá a pessoa se sente bem, do jeito que está; de acordo com seus pensamentos (ainda que infundados da Palavra).

DINHEIRO. É bem verdade que criaram um "evangelho alternativo" virou um grande negócio. A interpretação clássica de que não se pode servir a Deus e Mamon no momento carece de mais enfoque. A aplicação feita a homens materialistas que primam pelas riquezas a despeito dos verdadeiros valores, geralmente não é feita para pessoas que estão supostamente nas fileiras da fé cristã. O que a Biblía define como avareza e coisas da terra; muitos readaptaram os conceitos bíblicos numa espécie de "teologia da prosperidade" que aparentemente se coadunam com essa perspectiva humanista e terrena de gozar a vida (aquém das promessas de Deus para este tempo do fim); e que também sustentam esse verdadeiro comércio evangélico.

AVIVAMENTO. Há escandâlos de toda natureza nos arraiais cristãos. E sinceramente, mesmo que o contigente evangélico no Brasil seja estatísticamente significante, sua influência social é muito pequena. Mas, a questão mais determinante na minha opinião é a espiritualidade da igreja evangélica brasileira que está desequilibrada  por posicionamentos isolados, desvios doutrinários, mentiras com roupagens de verdade, trapaças financeiras e armações políticas dentro dos âmbitos da igreja local. 

Eu acredito piamente que frente a um quadro tão desanimador como este; temos pelos menos três coisas a fazer: 

1) É preciso manter a posição pessoal de díscipulo de Jesus Cristo e cultivar uma vida cristã nutrida pela ligação com a videira verdadeira e consequentemente produzir frutos que por si mesmos expressem nosso compromisso com Jesus.

2) É preciso manter acessa a esperança do cumprimento iminente da maior promessa dada pelo Senhor à seu povo - a sua volta breve. É preciso ser parte do corpo místico de Cristo, da assembléia dos santos.

3)  É preciso estabelecer um clamor contínuo por um avivamento espiritual que mude os rumos de nossa eclesia local com poder e transformação; que atravesse nossos muros denominacionais, que alcance os perdidos e que impactue a sociedade com o verdadeiro Evangelho.

Assim, percebemos que há um caos evangélico que só pode ser mudado com uma verdadeira posição pessoal frente à vontade de Deus e uma entrega pela causa do Senhor nesta terra. Não cabe alienação e nem muito menos espiritualizar tudo. É preciso posição consciente, e sobretudo fundamentada na Bíblia de forma que se o Senhor não vir hoje, estaremos fazendo a nossa parte como igreja e como discipulos de Cristo.

Que o Senhor continue nos abençoando.

Sílvio   

terça-feira, 27 de abril de 2010

VIRTUDES NECESSÁRIAS PARA SUPORTAR OS OUTROS

INTRODUÇÃO
"Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor" (Ef 4.2).

Paulo no texto acima introduz quatro graças que são elementos essenciais naquela vida "digna", que é apropriada a vida do cristão. Estas quatro graças não esgotam o assunto. Como o restante desta passagem, elas se referem a características que são críticas se a igreja desejar experimentar o amor e a unidade.

HUMILDADE. Na cultura grega, humildade era uma expressão de desprezo aplicada aos que eram inferiores socialmente. No NT a palavra é positiva, representando a avaliação adequada que uma pessoa faz de si mesma em relação a Deus e aos outros. A pessoa humilde vê os outros como pessoas de grande valor porque elas são amadas por Deus e encontra satisfação ao servi-las.

MANSIDÃO. Aqui também tem o sentido de consideração. As palavras derivadas desta raiz sugerem uma qualidade suave, calmante. Em lugar de provocar discórdia, uma pessoa mansa tende a gerar um clima pacífico e harmonioso ao seu redor.

PACIÊNCIA. Ser paciente é ter a capacidade de autocontrole que capacita uma pessoa a continuar amando e perdoando apesar das provocações.

SUPORTANDO. Este termo também é sinônimo de "aguentando" até que a provação termine.

CONCLUSÃO
Basicamente, Paulo nos deu uma explicação clara do amor que ele deseja que os membros da igreja exibam. Se vivermos nestes termos, uns com os outros, aprenderemos o que é o amor, e sentiremos o amor que Cristo tem por cada um de nós.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

LIBERDADE CRISTÃ SEGUNDO O NT

INTRODUÇÃO

Gálatas 5.1 e 5.13 descrevem os cristãos como sendo aqueles que são chamados para a liberdade. Estas passagens nos ajudam a entender melhor a liberdade que devemos reivindicar e aproveitar.

João 8.31-36. Uma pessoa que viva de acordo com as palavras de Jesus chega a “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Aqui, “verdade” é a revelação da realidade dada por Deus, uma revelação que nos capacita a compreender as diversas noções sobre o que é a vida. Os seres humanos não salvos vivem em um mundo de ilusão, nunca sendo capazes de dizer o que é verdadeiramente bom e correto, o que é útil e o que é prejudicial. A pessoa que é guiada pela Palavra de Deus toma boas decisões e evita os perigos que assaltam aqueles que hesitam nas trevas.
Assim, a “liberdade” é a libertação da cegueira e obstinação espiritual que são inerentes na trágica condição da humanidade pecadora. A capacidade que a fé tem de ouvir e responder às palavras de Deus nos capacita a conhecer, por experiência própria, uma realidade que os outros não poderão nunca sequer vislumbrar e muito menos compreender. Esta é a verdadeira liberdade.

Romanos 6.15-23. Paulo desenvolve um tema que Jesus apresentou em João 8.34. “Todo aquele que comete pecado é servo do pecado”. A liberdade é a libertação do domínio que o pecado tem sobre nós – a capacidade de colocar todos os nossos membros à disposição de Deus a serviço da justiça.
Longe de ser independência, a liberdade cristã envolve uma mudança de senhor. Nós somos libertos da dominação do pecado e transferidos para um campo em que a vontade de Deus é soberana. A passagem enfatiza o resultado final do serviço realizado para cada senhor. Aqueles que servem o pecado sentem vergonha e vivenciam a morte. Os que servem à justiça tornam-se santos.

Romanos 8.2-11. Romanos 8 explica como uma pessoa sem capacidade de observar a Lei pode sentir liberdade. A resposta é o Espírito Santo que dá vida e poder aos crentes que se voltam ao seu controle, apesar da mortalidade de cada um deles. Aqui também, liberdade é a capacidade concedida divinamente para fazer o que é certo e bom.

Gálatas 5.1-26. Paulo deixou claro que a Lei não é um meio de salvação, nem um caminho para a realização espiritual. Cristo nos libertou da Lei, concedendo àqueles que crêem a “adoção de filhos”. Mas qual é a natureza desta liberdade? É a liberdade de “servir uns ao outros pela caridade” (5.13). Isto é liberdade: relacionar-se tanto com o Espírito Santo que, ao invés de ter nossas atitudes e ações modeladas pelas motivações de nossa natureza pecaminosa, nós e nosso modo de vida somos transformados por Deus de dentro para fora. Aqui liberdade cristã é a liberdade de viver uma vida tão boa, que a “lei” torna-se completamente irrelevante, pois nada em nosso modo de vida é proibido por lei.

CONCLUSÃO
Claramente, a liberdade cristã não é independência, nem direito de fazer qualquer coisa que desejemos. A liberdade cristã é uma dependência do Espírito, que nos liberta da escravidão do poder do pecado que habita em nós. E o exercício da nossa liberdade consiste em vivermos uma vida disciplinada, fazermos o bem, e sermos bons.

domingo, 25 de abril de 2010

Julgar ou não julgar? Eis a questão:

Introdução

Em 1 Co 4.5 Paulo instruiu os coríntios dizendo, “nada julgueis antes de tempo”. Contudo na passagem de 1 Co 5.1-13, Paulo é contundentemente crítico em relação à igreja por falhar em julgar um irmão imoral.

Paulo não está sendo incoerente. Um estudo das passagens sobre “julgar” nos ajuda a fazer distinções importantes. Em geral não devemos “julgar” no sentido de condenar os outros. Mas devemos “julgar” no sentido de avaliar.

Ainda mais importante é fazer distinções entre aquilo que os cristãos não devem tentar avaliar, e aquelas áreas nas quais a avaliação é importante.

O QUE NÃO DEVEMOS JULGAR

1. Não temos direito de condenar os outros, mas, antes, devemos perdoar (Mt 7.1,2; Lc 6.37-38).

2. Não devemos julgar a fidelidade do outro crente, em se tratando de seu chamado no Senhor (1 Co 4.3-5).

3. Não devemos nos relacionar com os não-cristãos como se fôssemos seus juízes. Sua moralidade ou imoralidade não é a questão. A única questão é que eles precisam conhecer a Cristo (1 Co 5.12).

4. Não devemos usar condenação ou crítica na tentativa de forçar os outros a se conformarem à nossa consciência (Cl 2.16).

5. Não devemos falar contra, ou “caluniar”, nossos irmãos. Quando o fazemos, exaltamos a nós mesmos como juízes em vez de cumpridores da Lei. Somente Deus, que deu a Lei, pode condenar (Tg 4.11,12).

Em cada uma destas passagens acima, “julgar” tem uma força quase legal. A pessoa que julga põe em dúvida os motivos ou escolhas dos outros, e então os condena. Contudo, cada elemento deste processo é excluído, antes de tudo pelo fato de que meros seres humanos não são competentes para avaliar os motivos dos outros ou as práticas “duvidosas”. Mesmo quando uma ação é claramente errada, nosso papel não é condenar, mas perdoar e procurar restaurar. Atitudes de julgamento e tentativas de punir ou simplesmente condenar, não são apropriadas a comunidade cristã.

O QUE DEVEMOS JULGAR

1. Os seres humanos devem julgar a violação da lei criminal e civil. Deus estabeleceu o governo humano para coibir os que praticam o mal (Rm 13.1-7).

2. Devemos fazer “julgamentos sobre todas as coisas”. Aqui “julgar”, significa exercer discernimento, examinar. Por termos a Palavra e o Espírito Santo podemos enxergar as questões da vida sob a perspectiva de Deus (1 Co 5.12,13).

3. A igreja deve julgar o irmão ou irmã que persistem na prática da imoralidade ou de outro pecado (1 Co 5.12, 13).

4. Os crentes devem servir em grupos de julgamentos estabelecidos para resolver disputas entre cristãos (1 Co 6.2-5).

5. “Julgai vós mesmos” em questões claramente estabelecidas pelas Escrituras, e também com a finalidade de desenvolver convicções baseadas em princípios estabelecidos na Palavra de Deus (1 Co 10.15; 11.13).

A consciência do ensino do NT sobre o julgamento fornece uma base significativa ao abordarmos a questão da disciplina na igreja, e da necessidade que esta disciplina impõe sobre nós quanto a julgar as ações de um irmão ou irmã no Senhor.


Você também pode acompanhar este e outros estudos acessando nosso portal - http://www.guaraparigospel.com

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

É TEMPO DE OLHARMOS PARA JESUS!

Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp 3.14).

A cada dia ganha mais sentido para o cristão sincero aquela sacra afirmação bíblica: Olhando para Jesus, autor e consumador da fé... (Hb 12.2). De fato em nossa atualidade temos visto e ouvido coisas que chegam a abater o ânimo de muitos irmãos.

Mal testemunho de lideranças, hipocrisia entre crentes, mentiras, trapaças, armações e toda sorte de ações contrárias ao que ensina a Palavra de Deus. Encontrar uma referência de vida cristã autêntica em meio a esse caos do mundo evangélico fica cada vez mais difícil. Deter-se em encontrar as razões que nos trouxeram a esse caldeirão de absurdos e incoerências religiosas talvez não resolva; mas nos fará refletir.
Mudar nossa própria conduta e subordiná-la as diretrizes da Bíblia Sagrada, por certo é a melhor coisa a se fazer nestes tempos de mau testemunho.

Cientes da necessidade da mudança que deve começar em nós; vamos refletir sobre dois aspectos relacionados a esse momento tão difícil em que a igreja evangélica brasileira atravessa.

1º aspecto do problema: Lideranças evangélicas que não são exemplos de vida cristã pra ninguém. Se de lá do meio dos leigos há esperança em se ter uma liderança forte e espiritual – essa expectativa será frustrada em muitos ministérios. Homens que só pensam em se promoverem; comprometidos em agradar as pessoas que os ouvem; mais políticos que profetas; mais negociantes que defensores dos valores do Reino dos Céus; mais empenhados em mensagens antropocêntricas do que em apresentar as verdades incontestáveis da Palavra de Deus.

Corre pelos Arraiais evangélicos um antigo pensamento cristão: “A igreja é o reflexo de sua liderança”. Que há lógica no adágio cristão não há dúvidas. Mas o que fazer pra resolver esse problema? Uma das respostas mais simples e francas é orar e buscar de Deus um avivamento espiritual que traga consigo enchimento de poder e transformação de vidas (digo isso, pois vemos por aí um suposto “poder” e pouco testemunho cristão que convence a sociedade). É aqui que a iniciativa pessoal começa a lançar trilhos para prosseguir nos autênticos caminhos de uma vida transformada pelo poder de Deus.

2º aspecto do problema: Uma membresia que não vive o Evangelho que professa. O problema não é só o de ausência de uma liderança exemplar. Há um desvio amplo de muitos daqueles que estão subordinados também. Pessoas que mesmo tendo aprendido os caminhos da santidade; que mesmo gozando do convívio com alguns homens de Deus; não permitem ao Senhor desenvolver em suas vidas o fruto do Espírito. São carnais, negligentes, amantes de si mesmos e, sobretudo, indiferentes a voz de Deus.

Sintetizando os dois aspectos de mau exemplo: Falta exemplo e prática. Exemplo por parte daqueles que conforme as Escrituras deveriam ser “exemplo dos fieis” (1 Tm 4.12); prática por parte daqueles que devem “obedecer a seus pastores” (Hb 13.17); sendo cumpridores da Palavra ministrada e não meramente relapsos ouvintes (Tg 1.22, 23, 25).

CONCLUSÃO
Eu e você não podemos simplesmente olhar para os outros e achar que somos melhores, de forma alguma. Mas, podemos dar um testemunho de compromisso com Jesus. Cristo é que deve ser nosso exemplo diário e se assim fizermos acabaremos por glorificar o nome do Senhor.

Que Jesus nos ajude.