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Reflexões acerca do mundo cristão.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CRENTES QUE PRECISAM SE ARREPENDER!

Não precisa ser profeta pra pregar arrependimento a maioria de nós crentes que estamos dentro de nossas comunidades locais – até parece uma incoerência, mas não é; é só olhar para a composição de nossas reuniões: de gente que canta e prega uma coisa e vive outra – as pessoas vão a igreja, mas não são a igreja de Jesus!E também ao avaliarmos a nós mesmos com franqueza e sinceramente lidaremos com realidade que não queremos enxergar – estamos muito afastados do Evangelho de Cristo com a vida “cretina” e pouco crente que muitos de nós temos levado.
Nós, os evangélicos temos sido mencionados nas rodas de amigos, na opinião popular e nas mídias da nação mais por conta de nossos escândalos do que por nosso bom testemunho.Temos atraído a atenção mais por conta de nossos pecados do que por nossas virtudes. Falamos de vida nova com Deus, mas vivemos iguais aos demais de fora da igreja – nos enganamos com uma vida cristã de vantagens, de colocar os outros para trás – pois é a isso que se resumiu as pregações de muitos – quando na verdade estamos comprometendo a identidade de portadores do Evangelho pleno e de transformações radicais. Do ponto de vista moral muitos de nossos jovens fornicam antes do casamento. Do ponto de vista social o índice de divórcios na igreja evangélica é tão elevado quanto aos que não a frequentam e que nunca buscaram entender o conceito bíblico de casamento e de família. Do ponto de vista ético vários pastores se venderam por cargos políticos ou funções comissionadas; no âmbito orgânico, igrejas se tornaram empresas, púlpitos em bancas de vendas, pregadores em atores e cantores em estrelas – esse não é o corpo de Cristo! Em nossa arrogância religiosa arrotamos “santidade” e nos orgulhamos de possuirmos o “poder de Deus” para pisarmos o demônio, mas vivemos sob uma onda de descrédito crescente causada por uma vida nada condizente com o que se prega!
Há uma grande necessidade de arrependimento entre os da igreja evangélica brasileira; pois só o perdão e a misericórdia Divinas poderão mudar a nossa sorte nesse país de desatinos com pseudos “paladinos de uma verdade” que não convence mais a ninguém. Infelizmente, há entre nós os que se tornaram blasfemos, de linguagem torpe, com corpos tatuados de figuras sincretistas; outros bem vestidos, mas com o interior apodrecido pela hipocrisia; nossa fé passou a ser heterodoxa e firmada no achismo de livres pensadores que não têm mais as Escrituras como fundamento de fé e prática; nosso “evangelho” resumiu-se na filosofia de vida de cada um – que igreja desfigurada! Há adultérios, mentiras, trapaças, maus pagadores, maldizentes, criadores de confusão, maus empregados, sonegadores, hipócritas e tantos outros desvios que sempre coexistiram com o remanescente de Deus; mas o Senhor nos dá uma grande oportunidade de nos conscientizarmos pela igreja deste país que está enferma em seu corpo, desfigurada em seu semblante e com vestes manchadas por suas transgressões por conta de seus membros nada transformados.
A verdade cristã não é uma declaração verbal ou uma sistemática doutrinal apenas, sobretudo é uma realidade personificada no próprio Cristo. Portanto, se temos uma interpretação, mas não vivemos na ação prática dessa verdade libertadora, continuamos cativos de um sistema que agrada aos homens e desagrada à Deus. É tempo de desejar pela presença do Senhor, de romper com o mundanismo e com tudo aquilo que busca manchar as vestes brancas que os santos do Senhor trajam; é tempo de tomar partido pela justiça, de arvorar a bandeira da verdade que não se negocia; é momento de denunciar as maracutaias nas campais evangélicas; é ocasião de ser crente, salvo e transformado pelo poder do Evangelho – é hora de julgar menos os outros e tratar de nossos próprios pecados e falhas – em suma: é tempo de voltar-se para Deus!
Se começarmos a orar por nós e por aqueles que conhecemos – sem julgá-los; lermos a palavra de Deus e a praticarmos é muito possível que o Deus misericordioso nos visitará com um reavivamento espiritual que sacudirá nossa nação inteira; e daí vão conhecer a verdadeira igreja evangélica!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

AS IGREJAS EVANGÉLICAS SÃO MAIS ORDEM QUE CAOS!

Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós (Efésios 4:6)
Atualmente se fala muito mal contra as igrejas evangélicas entre e para os próprios crentes. Detalhe curioso é que esse “empenho crítico” tem se notado mais entre os “formadores de opinião do meio”. Escrevermos para a edificação de outros irmãos da família de Deus que são integrantes locais de várias denominações, e é uma tarefa indelével. Necessitamos ressaltar muito mais as virtudes da igreja inconformada, amorosa, despegada da terra e plugada no Reino de Deus e não os pecados daqueles que achamos representar o caos. Pra isso, precisamos abandonar nossos julgamentos herdados e calçar as sandálias da humildade, pra começo de conversa.
A razão que tentamos justificar para tanto esforço na composição de textos criativos e outros até apelativos contra a igreja aqui da terra, é o de denunciar falsificadores da palavra em seu meio; descortinar balcões de negócios em seus átrios, revelar a existência de feudos pastorais em cercanias campais e principalmente expor os descaramentos midiáticos que apelam a uma fé de dinâmica tão simplesmente monetária e etc. Neste ponto estamos com a razão; mas, a questão é que tanta beligerância no combate aos perigos do falso evangelho nos fizeram ignorar que absolutamente a igreja evangélica do Brasil não é feita só desses maus exemplos!
A vida da igreja evangélica neste país é caórdica (combinação homogênea de caos e ordem). Exatamente, pois sua formação é essencialmente mista de experiências, é denominacionalmente distinta por sistemas de governo, paradoxal em posições teológicas e antagônica na interpretação bíblica de grupo para grupo. Esse pano de fundo complexo é a realidade religiosa do mundo cristão em seu hemisfério evangélico, daí a dificuldade de tentar impor qualquer visão igualitária ou fazê-la prevalecer sobre a “vida” do mesmo – pois é uma mistura de gente, reunindo-se em templos sob diferentes lideranças, seguindo doutrinas conflitantes e lendo a bíblia de forma também variante.
O caos da igreja é o que todo salvo em Cristo combate todo dia, é o que ganha destaque em nossas colunas. Mas, e a ordem trazida pela igreja? Sinceramente precisamos mostrar mais desse equilíbrio tão rejeitado, questionado e posto em dúvida por alguns de dentro da própria barca evangélica. Posso dizer que na composição “dual do perfil evangélico” o que nos une é o comum; pois todos buscamos servir ao mesmo Deus, aceitamos o mesmo salvador, recebemos o mesmo consolador, estudamos as mesmas escrituras e vivemos sob as mesmas promessas – o resto é o agito do caos, é a debandada do cristão deste confuso planisfério religioso – mas nem por isso posso iludir-me ou decepcionar-me que o caos é a performática mais expressiva da igreja evangélica nacional, e que ela personifique somente aproveitadores, vendedores de bênçãos, homofóbicos, pedófilos e sujeitos sem os autênticos predicados do evangelho de Cristo.
Artigo com continuação.