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Reflexões acerca do mundo cristão.

domingo, 17 de novembro de 2013

VICIADOS EM INTERNET, UM PERIGO ATÉ PARA OS CRENTES!

Será que você ou seus filhos estão viciados em internet?
Se responder “sim” a pelo menos três perguntas abaixo, as coisas não vão bem.
- Em um momento de tristeza, você assiste de novo alguma coisa engraçada no YouTube, o Nissim Ourfali da vez?
- Enquanto está na internet, se alguém surge do seu lado para conversar, você fica irritado ou impaciente?
- Você sofre frequentemente com a terrível possibilidade de um dia a internet acabar para sempre?
- Você deixa de sair com seus amigos e relaxar só para passar mais um tempinho na internet?
- Você é daqueles que dormem pouco porque prefere ficar na internet até altas horas da madrugada?
Bem, no fim do artigo mais um link para você ampliar o teste. Agora vamos a mais algumas informações relevantes.
Em 1995 a internet deixou de ser privilégio das universidades e da iniciativa privada para se tornar de acesso público no Brasil e de lá pra cá uma anomalia de hábitos foi se desenvolvendo lentamente. Infelizmente pra muita gente essas práticas conectaram desejos e vontades a um mundo virtual paralelo ao real. Para esses, a grande rede tornou-se numa janela (de ilusões), que apelando às emoções por meio de suas porções informativas, comunicativas e audiovisuais os permitem “sentir-se realizados ciberneticamente”; chegando à conclusão de que podem conseguir no mundo cibernético o que não é possível no real. Esse novo hábito aparentemente interativo e divertido ultrapassou os limites de uma nova e passageira mania, confirmou-se em comportamento estabelecido, e por fim resultou em um novo mal do século XXI. O saldo desta dependência por internet que se nota hoje, principalmente entre adolescentes é tida por especialistas e entidades que pesquisam a área e comportamentos relacionados a ela, como uma nova patologia psíquica que precisa de tratamento e acompanhamentos adequados.
Do ponto de vista ético, a dependência psicológica criada pela internet é taxada de vício, e esse, numa conceituação geral é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao dependente e aos que com ele convivem. A psicóloga Kimberly Young que coordena um programa relativamente novo no Centro Médico Regional Bradford (West YorkshireInglaterra), afirma que a dependência da internet é tratada como um problema de ordem mental e física, com tratamento similar ao da dependência química. Young afirma que os pacientes internados para uma “desintoxicação” de 10 dias realmente precisam do tratamento, e que o vício em internet pode ser mais prejudicial que o alcoolismo. “São como viciados em heroína, chegam aqui muito magros e doentes”, disse a pesquisadora.
Segundo pesquisas, no Brasil, líder mundial em tempo gasto na internet em casa, estima-se que 5% dos usuários sejam viciados. “Tenho acompanhado casos de adolescentes que, de tão absortos na atividade, ficam sem comer, beber e dormir por até 45 horas seguidas”, diz o psicólogo Cristiano Nabuco, especialista em distúrbios da internet. Em 2013, o Transtorno da Dependência de Internet será incluído no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.Será a primeira vez que a bíblia dos profissionais da saúde mental incluirá uma categoria que relaciona interações humanas com máquinas. Aliás, China, Japão e Coréia do Sul já tratam o assunto como questão de saúde pública. Nesses países, 30% dos adolescentes são considerados viciados em internet.
NÃO SOMOS CONTRA A INTERNET! Mas, é fato que estamos diante de um quadro tão perigoso quanto ao uso irresponsável desta tecnologia de comunicação, sendo envolvidos de tal forma que até nossa alma pode ficar doente; e alguém em sã consciência cristã precisa alertar a respeito desses perigos que nos cercam, hoje, à velocidades de terabyts.
Faça o teste se você está viciado em internet: http://super.abril.com.br/testes/voce-viciado-internet-705938.shtml

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

PERIGOS DO SENSACIONALISMO MIDIÁTICO!

A maioria dos evangélicos tem buscado mais fofocas e notícias tendenciosas do que conteúdo relevante e edificante para suas vidas.
Há algum tempo tenho notado um comportamento preocupante sobre nós evangélicos. Nos tornamos consumidoresfreqüentes de notícias polêmicas e de fuxicos esdrúxulos que na maioria dos casos ignoram a veracidade dos fatos e comprometem a seriedade da função comunicativa da informação. Curtimos e apreciamos a publicação e veiculação de fatos distorcidos por propósitos escusos e comprometidos apenas em promover e alavancarem audiência, leitores e visitas para programas de TV, revistas, jornais e portais virtuais com o intuito de popularizarem domínios específicos.
A muito do que se falar atualmente sobre atuações dos veículos de comunicação como hábeis instrumentos de distorções factuais. Boa parte destes “canais de informação” promove notícias exageradas, consubstanciadas de parcialidades e espetacularizações; formatam alarmantes apresentações para contagiarem e envolverem um populacho que repudia cultura e que cultiva o frívolo para alimentar a estratégica e comercial indústria das futilidades midiáticas – a essa ação mal intencionada e propositalmente dirigida dá-se o nome de manipulação.  Para manter esse mercado que acessa, compra e assiste ao que “informa” ou apela ao sensacional, os experts da comunicação sabem que precisam lançar mão de artifícios dissolvidos em polêmicas, novas revelações e supostas descobertas para faturarem alto com este mercado de novidades vazias da verdade e carregado de segundas e más intenções.
O homem moderno não consegue mais notar o comum, o simples e o proveitoso. Sua atenção só é despertada pelo que está além dos limites da realidade diária – é carente de coisas espetaculares. A curiosa natureza humana tem comichão por novidades e o inimigo de nossas almas sabendo disso, busca de várias maneiras distorcer a nossa compreensão da verdade com seus adereços de mentiras e adornos de enganos. Satanás é o mentor destes canais de promulgação da mentira; ele é o regente de todas as ações que comprometem ou prejudicam o conhecimento da verdade. Abro um parêntesis para alertar que mesmo que este artigo não explore a "espiritualização do sensacional"; esclareço que pretendo em breve compartilhar um texto a respeito deste embuste religioso também presente dentro de muitas liturgias e ministrações de nossas igrejas.
Já foi provado que o destaque de escândalos e desgraças estampadas nas capas de revistas e jornais faz vender muito mais. A cobertura de catástrofes prende telespectadores a audiência de canais televisivos específicos. A exposição e especulação forçada de notícias controversas e “mexericos quentes” fazem saltar os índices de visitas únicas e visualizações de páginas de perfis sociais, blogs, sites e portais na web. Lidamos com notícias elaboradas pela maestria inconseqüente das chamadas imprensa amarela, marrom e rosa que são tendenciosas e especializadas na exposição do sensacional e do ridículo.
A internet revolucionou a forma de nos comunicarmos e recebermos informações e a preocupação de especialistas da área tecnológica é de como as pessoas tem acessado, absorvido e filtrado toda essa cosmo visão informativa. A proporcionalidade do volume de conteúdo virtual é ilimitada e sua acessibilidade tende a massificar todo esse “conhecimento” digitalizado. A estrutura lógica e programática do ciberespaço organiza, segmenta e entrega com precisão de caracteres a busca feita pelo mais recente e inexperiente internauta.
O problema é que os mecanismos de buscas não conseguem apurar a essência ou fazerem juízo dos resultados dos conteúdos apresentados. Segundo os especialistas é neste ponto que temos um perigoso risco social através da internet – das pessoas não se darem conta de que precisam filtrar as informações recebidas através da rede mundial de computadores para compartilharem com segurança aos outros. O risco de notícias forjadas tornarem-se virais na grande rede e comprometerem governos, desacreditarem instituições sérias, exporem ao ridículo pessoas inocentes e fomentarem intolerância religiosa ou ideológica, por exemplo, são grandes. É tempo de refletirmos sobre como temos tratado as informações que recebemos pelos meios de comunicação. O servo de Deus não deve se alienar do mundo, antes precisa estar "ligado" ao que acontece, mas de forma coerente, prudente e firmada na verdade. Precisamos comprovar a autenticidade da informação sempre que possível e assim erradicaremos os perigos da maldosa e quase sempre manipuladora mídia de exposição irresponsável.
O que mais me espanta é que a maioria dos evangélicos tem buscado mais fofocas e notícias tendenciosas do que conteúdo relevante e edificante para suas vidas. Muitos irmãos não param cinco minutos para lerem a Palavra de Deus ou desfrutarem de um estudo bíblico, mas ficam horas na frente de uma tela especulando sobre as últimas notícias da vida de seu ídolo da música gospel. Outros como detetives da vida alheia dedicam-se a vascular sobre a vida privada de pastores servos de Deus para expressarem comentários totalmente dispensáveis sobre eles. Não sou a favor da ignorância informativa, pois contra fatos comprovados não resistem argumentos; mas, sou contra a exposição e exploração suja desta mídia de espetacularização (dos quais muitos portais ditos cristãos fazem parte), que a serviço do mal denigrem a imagem de muitos justos e ventilam mentiras descabidas que dificilmente se desfarão depois de sensacionalizadas pelos meios de comunicação e aceitas por nós como verdades incontestáveis!

sábado, 31 de agosto de 2013

PRECISAMOS DE UMA OUTRA REFORMA OU DE UMA RENOVAÇÃO EVANGÉLICA?

Em um tempo em que ser evangélico tornou-se moda; onde ser protestante é não opor-se a quase nada e é ser igual a todo mundo; em que pregar o evangelho é difundir uma mensagem de tolerância ao pecado; onde o cultuar as modernas serpentes de metal é inocular a venenosa idolatria e contaminar a cada dia o moribundo perfil da igreja evangélica brasileira; em que instituições cambaleantes em seu egoísmo eclesiástico escandalizam a fé cristã e prendem a descrença os de fora por conta de roubos, crimes e fraudes. O que nos resta?
Estamos em uma democracia onde líderes religiosos outrora destacados se transformaram em imperadores de uma Roma eclesiástica em que ocorrem assassinatos ministeriais, armações de uma suja política eclesiástica, subornos vexatórios, perseguições por medo de não manter-se no poder e muitas ações judiciais. Previsões de cientistas políticos esperam que os evangélicos do Brasil sejam usados como massa de manobra e como palanque social para discursos conservadores apenas com intenções eleitoreiras. Frente a este triste panorama da igreja brasileira vem a pergunta: Estamos precisando também de uma reforma no protestantismo?
A resposta é muito mais ampla e complexa do que eu gostaria que fosse. Pois se concordarmos que sim seu detalhamento exigirá a derrubada de regimes e estruturas políticas e comerciais dentro da própria igreja cristã brasileira; precisará aniquilar o poder camaleônico das mentiras que enfraqueceram o valor teológico e bíblico da verdade; sistemas arcaicos de gestão terão que ser implodidos, coronéis e latifúndios eclesiológicos devem ser expulsos e invadidos pelo bom senso cristão. As fortalezas da impiedade com suas vestimentas de piedade há muito tempo imperam neste cristianismo. Mas, tal resposta precisa de um milagre de Deus para se expressar e se consolidar de fato na vida deste vacilante perfil evangélico do século XXI.
Nossa cultura cristã ocidentalizada desenvolveu um comportamento cômodo que repele protestos, que satisfaz o mundo gospel e que absorve o mundano para a igreja sem nenhum problema. Para a grande maioria está muito bom do modo que nos encontramos, e desviado está aquele que pensa o contrário. Crentes que são vítimas da própria letargia e falta de atitude de se posicionar por meio da Palavra de Deus. A falta de oração e de reflexão bíblica desenvolveu crentes que ouvem todas as vozes menos a de Deus. Essa insensibilidade espiritual não permite sentir que já passamos da hora de uma transformação para este cristianismo reformado e nada mudado!
O grande problema para a chegada de um avivamento para a igreja evangélica brasileira – e só isso pode reformar no melhor sentido da palavra – são as denominações de protestantes, crentes e evangélicos. Desculpem-me os irmãos, mas nenhuma denominação escapa dessa verdade – estão se omitindo da responsabilidade e ignorando a realidade escancarada da existência de uma pomposa igreja de Laodicéia com filiais e adeptos instalados em todos os nossos templos e reuniões. Falta-nos zelo pelas coisas de Deus, falta-nos prioridade para o Seu reino, falta-nos foco para o centro de sua vontade e isso cega e mata espiritualmente.
Combatamos a escarnecedora e licenciosa Laodicíea que extermina os bons costumes de crente salvo, que despreza a palavra e ojeriza santidade, que profana o sagrado, que constrói bases políticas entre pastores, que endeusa pregadores, que consagra a idolatria gospel, que glorifica cantores afortunados, que mercantiliza a fé, que converte o culto em modismos e as pregações em cismas de heresia. A reforma precisa começar com você, na sua família, na vizinhança, na igreja e em todos os seus relacionamentos. Seu protesto é contra um sistema de mentiras orquestrado pelo príncipe das trevas que muita das vezes tem seus ideais maléficos exemplificados dentro de nossas igrejas protestantes e evangélicas. Quero ver quem tem coragem para protestar!

sábado, 24 de agosto de 2013

7 PODERES DISPONÍVEIS PARA VOCÊ PROVOCAR MUDANÇAS RADICAIS!

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Surpreenda-se com o incrível poder que têm as atitudes corretas em provocar mudanças radicais. Contemple seus maiores desafios sendo vencidos e superados por pequenas e bem sucedidas ações diárias.
1. Você PODE deixar de tomar decisões de ímpeto ou baseadas na emoção. Lembre-se que suas escolhas produzem progresso ou recessão. A melhor posição é aquela obtida em súplicas, sustentada sobre o racional e expandida sobre a coerência da sabedoria do alto.
2. Você PODE mover-se num giro de 180º e fazer novas e fantásticas descobertas sobre o seu potencial real – ouse em novas realizações. A velha receita você já conhece e sabe no que dá, por isso desbrave o novo com confiança que desta vez tudo vai dar certo.
3. Você PODE deixar de cometer os mesmos erros ao abandonar as velhas atitudes  e partir em direção à novos rumos e horizontes. O recomeço de ações acertadas será como pedras de realidade na construção de nossos maiores sonhos – não perca tempo.
4. Você PODE ser mais espiritual se voltar a ler a Bíblia, a orar, a jejuar e a praticar a vontade de Deus em sua vida  – priorize isso. A entrega te fará descobrir que poderá vencer gigantes tentações com essas simples e eficazes ações de devoção.
5. Você PODE deixar de aceitar que o inimigo tripudie sobre você com suas acusações se confessar os teus pecados a Deus. A vitória sobre as vozes de condenação está fincada num sincero arrependimento. Prostre-se, conte tudo, arrependa-se, levante-se e prossiga de mãos dadas com o Redentor de sua vida.
6. Você PODE usar a autoridade do nome de Jesus para vencer adversidades e se impor com fé sobre as dificuldades do dia a dia. É ótimo contar com as orações dos outros, mas é necessário ter intimidade com Deus para agir sob seu poder e direção e colocar abaixo as resistências adversas – quem tem fé renovada influencia o ambiente.
7. Este último não será o "sétuplo poder que falta" da lista anunciada. Porque na verdade o propósito deste parágrafo é só para esclarecer que seus poderes de mudança são ilimitados e inumeráveis. Esses "poderes" são simplesmente suas atitudes – elas definem tudo. Comece a alterar sua rotina de ações e dê uma guinada na vida – acredite pois essa é uma verdade ignorada: grandes mudanças começam por pequenas atitudes.
CONCLUSÃO: O elemento da mudança está dentro de você e as atitudes que dependem disso serão decisivas em rendição ou vitória. Faça o que você pode e deve fazer como pessoa lúcida e aplicada e deixe que o Espírito Santo adicione sobre suas mudanças uma milagrosa transformação de vida – pois você muda rotinas e ele reestrutura seu viver!
Se você foi edificado compartilhe também com seus irmãos e amigos!

VOCÊ GANHOU UMA CAIXA COM FERRAMENTAS ESPECIAIS!

Descobri que existe uma ferramentaria do bem disponível aos discípulos de Jesus.
Aprender a utilizar tais ferramentas é tornar-se apto a trabalhar para o Reino dos Céus e a ser servo de Deus. É constituir-se como o profético reparador de brechas e restaurador de ruínas de Isaías 58.12.
Por este motivo compartilho com você mais uma de minhas singelas reflexões que sempre abordam questões práticas da vida cristã.
VAMOS ABRIR E CONHECER ALGUMAS FERRAMENTAS DESTA CAIXA:
A caixa e o manual de instruções de como usar as ferramentas: Bíblia Sagrada (2 Tm 3.16-17).
Fabricante das ferramentas: Deus (Tg 1.17).
Pessoa qualificada para utilizá-las: Você (Cl 1.10). 
A SEGUIR AS FUNÇÕES E FICHA BÍBLICA PARA UTILIZAÇÃO:
Ferramenta para ajudar os outros – amor (Rm 13.10).
Ferramenta para restaurar relacionamentos – perdão (Cl 3.13).
Ferramenta para libertar cativos do engano - verdade (Zc 8.16; Jo 8.32).
Ferramenta para reduzir misérias alheias – misericórdia (Mt 9.13).
Ferramenta para sentir o sofrimento dos outros – compaixão (Mc 8.2).
Ferramenta para superar obstáculos – Fé (Mt 17.20).
Ferramenta para encontrar direção – oração (Mt 21.22).
Ferramenta para vencer ansiedades – paciência (Rm 12.12).
Ferramenta para alimentar sonhos – esperança (Rm 15.13).
Ferramenta para identificar os salvos de verdade – santidade (Rm 6.22).
Ferramenta para viver os propósitos de Deus – obediência (1 Pe 1.2).
Ferramenta para obter as maiores vitórias de sua vida – renúncia (Tt 2.12).
Tenho pedido as pessoas que leem meus artigos que se forem edificadas com estas porções que também possam compartilhar as mensagens com outros irmãos e amigos; afinal a internet e as redes sociais também são campos evangelísticos.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O DESONESTO MERCADO DA FÉ!

     A salvação e as bênçãos de Deus para a humanidade são de graça e por isso não tem custo financeiro (Ef 2.8). O problema é que tal verdade tem sido destorcida por falsas mensagens que descaradamente tentam vender as bênçãos da gratuidade Divina. A ganância é um abismo de interesses insaciáveis capaz de transformar a casa de Deus numa corja de ladrões e num antro de aproveitadores (Lc 19.45-48). Fora isso, o oportunismo de consumo do "mundo cristão" tornou-se numa tentação que tem desviado muita gente do caminho céu. O famigerado cristianismo ávido por novidades, carente de Deus e distante das Escrituras está à mercê de experts vendilhões do templo, dos charlatões de plantão e dos enganadores disfarçados de crentes. O objetivo dessa gente é escuso, por detrás da cortina de seus "ministérios ungidos" estão motivos e compromissos materiais que os escravizaram mesmo pregando uma mensagem de liberdade.

     A Palavra de Deus é contra esse comércio com vestimentas espiritualizadas (At 8.17-24). Distorções bíblicas, aberrações teológicas e verdadeiras loucuras são oferecidas em forma de disfarçados amuletos, unções sem fundamento, seminários de grupo fechado e tantas outras invenções para se ganhar dinheiro dos irmãos do despercebido universo religioso. Campanhas de oração, jejum, cultos de cura interior e libertação tocados à base de ofertas com valores estipulados. Qualquer igreja local que por expansão denominacional se presta a essa prática, melhor que continuasse como um mero ministério de bairro do que expor-se a esse ridículo pedinte - porque deste modo assume uma posição de mendicância e o Evangelho diz outra coisa (Mt 10.8; At 3.6).

     Enriqueceram-se a custa dos símplices do Evangelho (2 Pe 2.3). Visando lucro, boa parte das chocantes neo-revelações é liberada para o povo comprar em pequenos kits comerciais. Muitas mensagens carregadas de modismos são gravadas em CDs e DVDs para serem vendidas e produzidas em escala industrial. Ministérios autênticos foram desfigurados e transformados em fontes de lucro e desta forma os exploradores da fé cristã estão pobres daquela graça que nada custa. Refiro-me aos astros do louvor gospel que cobram absurdos para cantar! Dirijo-me a preletores que ministram por dinheiro e cuja agenda é feita por leilão dos convites.  Aponto os tele-evangelistas que em alguns casos comprometem nosso testemunho sendo os principais promotores de uma cultura de consumismo e de idolatria dentro do arraial cristão. 

   Uma das doutrinas mais fascinantes da teologia bíblica sistematizada é a doutrina da salvação. A experiência da salvação é um dos grandes milagres de Deus oferecido gratuitamente aos homens. O meio para tal bênção é a graça de Deus e a expressão do referido termo transporta duas verdades salientes. PRIMEIRO: A graça Divina quanto à salvação eterna não ocorre por nossos méritos, é fruto do amor de Deus (Ef 2.8; Tt 2.11). SEGUNDO: Se tamanho dom não é recebido por merecimento em escala moral e espiritual (Is 64.6) e nem por seletismo pelo prisma da preferência Divina (Jo 1.12), o seu preço está além das possibilidades humanas de pagá-lo. O ônus da grandiosa obra da redenção foi custeado pelo sangue de Cristo e sua eficaz obra expiatória (1 Co 6.20; Hb 9.22).

    Louvemos ao Senhor pois o preço de nossa salvação e das bênçãos celestiais já foi pago! A sua salvação, a cura divina, os dons espirituais, a transformação da vida, a restauração da família, a libertação de seus filhos e o porvir eterno já estão com valores liquidados pelo grandioso amor de Deus e pela oferta voluntária de Cristo Jesus. Não pague mais por aquilo que Deus já te oferece de graça e que está simplesmente ao alcance de sua fé nele! Abaixo as indulgências modernas de um cristianismo corrompido por mundo governado pelo espírito do Anticristo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

SOMOS CRISTÃOS NOMINAIS OU REAIS?


Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade (1 Jo 1.6).
Os tempos são trabalhosos (2 Tm 3.1), os homens insatisfeitos com tudo e a vida moderna altamente materialista. Em meio as agitações do presente século encontra-se o um cristianismo mascarado e envolto por roupagens e adereços de um cronos (tempo) capitalista, consumista e indiferente (Lc 16.13). Deus não é mais o centro, o soberano, o primeiro, o absoluto em nossa inquieta e descontente alma. Desprezamos o propósito de Deus para nossas vidas e carregamos um fardo na forma de uma “espécie de karma” que consiste em estudos, profissão, dinheiro e sucesso (Ec 2.22; 12.12; Ag 1.6); aspirações impregnadas em todo ser humano vivente nesta era da informação e da velocidade.
A rapidez das realizações prometidas pelos arautos deste século, nos fizeram discípulos do instantâneo – muito longe dos primitivos crentes que viveram uma vida devota ao Cristo Salvador para realçarem o relacionamento duradouro que tiveram com Ele (Gl 2.20; 6.17). O espiritual tornou-se num desencargo de consciência através da filiação a alguma igreja evangélica, infelizmente para muitos de nós (Is 29.13). A Bíblia agora é um livro não mais de leitura e padrão de vida, mas de consultas esporádicas para aclarar as decisões que promovem nossas vontades. Nas nuances desta crise de essência cristã outra verdade aterradora é que a oração pessoal perdeu uma característica importante, a da comunhão com Deus (Fp 4.6). Recorremos ao Senhor mais para pedir a favor de interesses próprios que na maioria das vezes estão muito distantes do Reino dos Céus (Tg 4.3; Mt 6.33). Nossa petição não é por que desejamos estreitar nossa vivência com o Pai amado, mas porque só um milagre pode nos livrar das enrascadas que entramos e neste particular a razão se perde em meio a alguma inquietação que não é fé e sim desespero.
Há um nominalismo mesmo para quem frequenta a igreja regularmente, pois ser cristão por concordância de pensamento não reflete nada do cristianismo real de desapegos, renúncias e repúdios aos pecados deste cosmos de regalos e extravagâncias. Existe um ceticismo mesmo para quem proclama uma fé evangélica protocolada por credos doutrinários, pois não viver em razão do Reino de Deus e a sua Justiça é a maior das descrenças, incredulidades e descabimentos de um religioso cristão. No fim deste pensamento concluo que existem os nominais pelo sentido imediato do termo – individuo que se proclama partidário somente por nome; mas o nominal que frequentando uma igreja, sendo membro de uma congregação ainda está fora da eclésia de Jesus (1 Pe 2.9).
Que o Espírito de Deus restaure nossa espiritualidade, esclareça nossas prioridades e estabeleça o verdadeiro Senhorio de Deus sobre nós.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

OUTRA ASSEMBLÉIA NA ASSEMBLÉIA DE DEUS!

Liberais vs conservadores

As comemorações do centenário das Assembléias de Deus no Brasil passaram e infelizmente a denominação declina por vários e sérios motivos. A velha guarda, os emblemáticos septuagenários e octogenários líderes estão saindo de cena da direção das grandes matrizes eclesiásticas e não sabemos o que virá depois das despedidas ou jubilação desses que nos foram pastores de verdade. A realidade é que existem fortes evidências da existência de uma Assembléia de Deus genérica forjada por uma ala mais liberal da cúpula assembleiana. Tal performática carrega uma nuvem de incertezas quanto ao futuro e integridade cristã da denominação pois compromete estruturas de crença e liturgia, rompe ligaduras e despreza a herança doutrinal da casa religiosa.
    
     Porque genérica? Porque já não tem mais a mesma ortodoxia e contundência pentecostal, porque boa parte de sua liderança desviou-se de seu propósito bíblico e pastoral, porque falta unidade doutrinária, porque existe uma notória heterodoxia em cada congregação local, porque baixaram guarda no combate aos modismos, porque falta administração transparente das finanças e, sobretudo pelo enfraquecimento de sua personalidade conservadora quanto ao modo de viver de sua membresia.  O desgoverno institucional de nossa nomenclatura evangélica provocou um efeito dominó que atingiu toda a comunidade assembleiana, de modo que os desmandos administrativos promoveram incontinências, enfraqueceram a direção nacional, puseram em dúvida a autoridade, respeito e crédito dos órgãos representativos e reguladores da denominação. Essa perda referencial é o que também provoca e agrava o esfacelamento da unidade desta centenária igreja evangélica.

     Uma Assembléia de Deus distante daquela Assembléia que pregava um evangelho simples, mas com comprovação na vida das pessoas que abraçavam a poderosa mensagem pentecostal; distante não pelo fator cronológico, mas pela descaracterização de sua identidade, comportamento, ensino e ética.  Essa Assembléia de vestes mundanas, lascivas e escandalosas (é uma consideração figurada); de esforço galanteador a pregar uma prosperidade tendenciosa ao material; de entregar-se a uma secularização que extingue a espiritualidade e que reprime a pregação clara pela santidade é outra Assembléia que tenta tomar o lugar da verdadeira. Uma Assembléia mais política, mais eletizada, mais culta, mais tecnológica e infelizmente menos ela mesma do ponto de vista de sua razão histórica e pentecostal.

     A denominação se modernizou em suas posições religiosas e comportamentais e isso a desfigurou, o processo gerou uma desconstrução institucional pois comprometeu a conservação de seus bons costumes e os dissolveu numa massa ideológica fermentada pelo modernismo e humanismo seculares que trouxeram para dentro da igreja imoralidade, ganância, avareza e toda sorte de obras da carne. É importante salientar que seria incabível para a igreja atuar no XXI se mantivesse seus extremos fundamentalistas, mas daí a perder sua alma de preservadora da sã doutrina é outra questão. Por tal motivo a Assembléia de Deus está dividida dentro de suas próprias paredes, perdida em meio a convicções diversas e divergentes; e sob o mesmo teto denominacional o lado posicional é variado pois coexistem cosmovisões que se atacam e se atracam em posicionamentos locais sem o necessário pronunciamento oficial da denominação (CGADB e CONAMAD e Convenções estaduais).  As ovelhas mais descoladas passeiam por pastagens de um evangelho secularizado beirando a uma espécie de humanismo de certa forma hedonista; enquanto isso as mais recalcadas com a perceptível crise existencial de nossa denominação se isolam em seus cantos de murmurias e deflagrações.

     Atribuo à responsabilidade por tal desconfiguração a nossas proeminentes lideranças quanto a essa confusão de qual é a Assembléia que estamos congregando – afinal nenhum deles se pronuncia sobre o agravado problema. Em algum momento líderes importantes e vultosos de nossa denominação foram contaminados pela cobiça e deixaram o pastorado para tornarem-se donos e mandatários da igreja. Por astúcia e esperteza preocuparem-se com a perpetuação no poder, com isso desenvolveram esquemas de sucessões que beiram a nepotismo, para tanto desenvolveram uma política eclesiástica unilateral e fisiológica, construíram grupos partidários e forjaram frentes de oposição dentro do lastro eclesiológico da denominação pendendo-a para um lado obscuro de sua confusa imagem atual. Com tanta ocupação no esforço para alcançar ou manter-se no poder deixaram a denominação e as igrejas locais à deriva dos ventos de doutrina, dos aproveitadores de plantão e as expuseram fragilmente aos dardos do maligno que jamais perde oportunidade para atacar a obra de Deus.

        Infelizmente muitos da velha guarda também cometeram injustiças disciplinares motivadas por radicalismos infundados na ignorância avessa ao bom senso. Alguns cometeram pecados ao excluir por conveniência, falta de amor e até descarada perseguição. Mesmo frente a tal claudicância somos hoje a herança espiritual de muitos outros desbravadores que doaram suas vidas pela obra de Deus e pelo rebanho que lhes foi confiado. O autêntico legado espiritual assembleiano não pode ser desprezado pela nova geração.

     Não é com alegria que escrevo o artigo, mas como membro e obreiro da Assembléia de Deus há uma esperança de que a denominação possa integrar boa parte de seus membros à verdadeira e universal igreja de Cristo. Oremos para que nossa liderança abra seus ouvidos e coração e ouça a voz de Deus e aceite a direção do Espírito Santo para nos conduzir tão somente pela nobre causa do Evangelho e não pelas tentadoras oportunidades do adversário que tenta levantar uma “Assembléia de Zeus” dentro da Assembléia de Deus!

domingo, 14 de julho de 2013

OS CANTORES QUE SE VENDERAM A FAMA!

               Ser cantor gospel no Brasil tornou-se o sonho de muito crente. Gente que do meio da igreja luta para gravar seu primeiro CD, emplacar algum sucesso, pegar a estrada, lotar a agenda e viver para fazer a “obra”. O ideal parece coerente, pena que no universo da música gospel tal sentimento tornou-se inocente. Na realidade o objetivo de desenvolver um “ministério de louvor” para abençoar vidas por meio da música tão logo vai se perder e se comprometer com as aspirações comerciais e reais dessas gravadoras cujo foco principal é o de ganhar muito dinheiro!

                Foi-se o tempo em que nossos cantores cultivando o humilde espírito cristão gravavam seus LPs em pequenas e boas gravadoras de irmãos da fé. Todos os músicos e back vocal serviam a Deus e se entregavam na criação de álbuns que em regra geral eram bons, baratos e vendidos em igrejas e livrarias evangélicas. O tempo passou e a famigerada natureza humana quis profissionalizar os cantores que por fim esvaziaram-se de espiritualidade. Feito isso, nosso louvor tornou-se secular, nossas expressões banais e as aspirações para o novo cenário da música gospel puramente comercial.

                Nesse mercado fonográfico gospel o ritmo frenético é o das vendas. As letras das músicas misturam-se com cifrões em notas de valor elevado; caixas de CDs empilhados para sair das distribuidoras representam milhões; convites são sinônimos de entrada de receitas por meio de valor fixo em forma de ofertas disfarçadas para gabar-se que não louva por cobrança de cachê. Se vende muito no atacado, no varejo, com promoção e queima de estoque e compra parcelada no cartão. É um mercado consolidado e promissor que supera muitas aéreas de crescimento econômico em nosso país.

                Por isso alguns cantores evangélicos no Brasil tornaram-se estrelas e firmaram-se entre uma constelação de gente rica e famosa. Freqüentam programas de TV, estampam capas de revistas de grande circulação, ganharam marcas e grifes, inspiraram filmes e abriram caminho para quem vislumbra ostentar tal posição. No mundo midiático e da fortuna a fama tem seu preço e assim a liberdade e a espontaneidade do louvor e adoração foram trancadas dentro de uma cadeia de ganâncias quando tais cantores assinaram seus contratados de riqueza à custa dos seguidores do Evangelho de Cristo.

                Esses astros evangélicos não conseguem freqüentar os cultos da própria igreja em que congregam por que a agenda não os permite; não atendem a qualquer pedido a menos que o cachê seja compatível com o status elevado de sua avultada fama. Dependendo da gravadora com a qual tem contrato precisam seguir à risca as exigências comerciais que permeiam o acordo. Outra verdade é que a liberdade para compor o repertório está subordinada as diretrizes de mercado, a tendências, a nichos e por aí vai. Canta-se o que vender mais CDs e DVDs e não o que agrada a Deus ou que edifica os crentes!

                 Não quero desanimar os aspirantes a estamparem seus nomes no mundo da música gospel, mas o artigo alerta para uma realidade aterradora – você correrá o grande risco de ficar escravo de um sistema comercial pseudo cristão que rouba espiritualidade e absorve tudo por sua necessidade material de fama, sucesso e glamour sustentados por muita grana. É um ambiente comercial que monetiza a fé, que fatura por cantar sentimentos e esperanças cristãs com rosto de ovelha e espírito (voz) de dragão – igual ao da besta apocalíptica que subiu da terra (Apocalipse 13).


                Gravar CD para não poder cantar o que o Espírito inspira; não poder ir a igrejas menores por conta de cachês extravagantes; não poder falar com os irmãos a não ser por meio de assessoria é um modelo de “ministério” dissecado pela secularização e inflamado pela exploração do mercado cristão – gente inocente que se soubesse como o esquema funciona talvez nem comprasse. Entendo que cantar e não ter voz por tê-la vendido junto com a alma a um sistema voraz de comércio do cristianismo é fugir do chamado e renunciar ao propósito do dom recebido de graça para louvar e engrandecer a Deus!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CASO MARANATA UM ALERTA A IGREJA EVANGÉLICA!

Não tenho procuração da Igreja Cristã Maranata (neste artigo também referido pelo acrônimo de ICM) para defendê-la ou representá-la e muito menos sou a voz oficial dos evangélicos, mas não dá pra aceitar como cidadão brasileiro e cristão protestante num país que se diz laico o que fizeram com a Maranata. Foi um ultraje inconstitucional alicerçado ao que parece sobre uma raiva maligna propalada por um tipo sórdido de jornalismo sensacionalista e oportunista, o que por vezes caracterizou-se como perseguição religiosa. 
Hoje são os nossos irmãos icemitas que sentem na pele e na face afrontas e escárnios públicos. Quem nos garante que num futuro próximo não será outra nomenclatura eclesiástica a passar e a provar os efeitos de semelhante e infundada decisão judicial de intervenção, afinal o precedente Maranata aconteceu no Brasil e por aqui o que é injusto às vezes torna-se procedente e jurisprudente.
Há pouco mais de dois anos atrás quando surgiram às primeiras denúncias contra alguns membros do conselho de administração da Igreja Cristã Maranata, escrevi um artigo intitulado “Foi-se a glória”. Naquela postagem relatei que o impacto das denúncias de desvio de dinheiro advindas de contribuições dos fiéis da ICM resultaria em perdas generalizadas não só para os icemitas, mas para toda a igreja evangélica uma vez que a opinião pública classifica a todos evangélicos como os batistas, presbiterianos, assembleianos e metodistas de crentes e ponto.
É verdade que as demais igrejas evangélicas sentiam falta da proximidade com irmãos da ICM por conta de seu isolamento denominacional – mas tal posicionamento não era discriminatório e sim por zelo doutrinal e observância da tradição daquela instituição. Mesmo assim os cristãos protestantes de fora da ICM com suas considerações à parte sempre a elogiavam por sua administração e forma de governo liquefeita de convergências distintas e que mesmo assim a mantiveram unida e linearmente ao longo de seus 45 anos de história. 
Infelizmente os tropeços ocorreram por alguns bodes gananciosos que estavam no meio do grande rebanho icemita e tal comportamento entristeceu e espalhou ovelhas, envergonhou pastores e de modo súbito provocou pasmo nos de fora da instituição. Em contrapartida aos fatos que se iam apurando a liderança da ICM através de seu presbitério posicionou-se imediatamente depondo a antiga comissão com membros comprometidos com as denúncias e elegeu através de assembléia extraordinária de seu colegiado pastoral uma nova composição do conselho deliberativo já no fim de 2011; dispôs-se a atender as solicitações do Ministério Público Estadual e colabora até hoje com o andamento das investigações no intuito de corrigir e coibir quaisquer incorreções administrativas ou financeiras que tragam mais prejuízos a instituição.
A cronologia do suplício icemita prossegue a mais de dois anos e ainda o MP capixaba continua recebendo denúncias, sumarizando provas, contabilizando valores e apurando as supostas irregularidades administrativas. De forma correlata e atendendo aos pedidos do MP, a Justiça de nosso Estado também convocou os denunciados a prestarem esclarecimentos, expediu mandatos cautelares de prisão, executou a interdição da sede administrativa da Igreja, quebrou sigilo bancário, avaliou o capital e evolução econômica dos investigados, suprimiu poderes legais e privou acesso do novo conselho eleito ao presbitério – este último ato foi recebido com estranheza pela sociedade capixaba e ao mesmo tempo como extenuante da justiça frente ao bombardeio midiático em torno do tema.
No viés da formação de opinião pública alguns meios de comunicação capixaba se aproveitaram da situação e picharam a imagem até então impoluta da Igreja Cristã Maranata e uma banda oportunista de jornalistas extrapolou os direitos da imprensa livre ao manietarem e imporem através de suas matérias todos os fiéis e líderes da ICM debaixo da mesma acepção fraudulenta. Por fim a deflagração contra a Maranata denotou-se como uma sensacional ação comercial de vendas de jornais em bancas de esquina. Relegaram o dever jornalístico de não generalizar ou faltar com isenta e sensata apuração a fim de enaltecer a razão dos acontecimentos e inibir as vitrines dos tablóides de mexericos que desmerecem o crédito do jornalismo da verdade.
O que parecia improvável aconteceu e logo com a ICM que como precedente histórico fincou o marco da primeira intervenção do Estado numa instituição religiosa do país. O Estado com seu poder judicial assumiram a direção da denominação evangélica e mais do que isso, a soberania instituiu interventores, destituiu e envolveu-se por meio de seu representante legal em questões de espiritualidade e liturgia (o que não compete ao Estado) e quase implodiu a fé de muitos de nossos irmãos de lá!
Decisões judiciais sem quaisquer jurisprudências reproduziram algo parecido com o poder imperial de Constantino (III século d.C) que através de seu édito mudou rumos religiosos da noite para o dia não sendo ao menos clérigo; ou da impiedosa invasão selêucida orquestrada pelo tirano Antioco Epifânio IV que invadiu Jerusalém e por fim profanou o templo e o culto judaicos (175 a 164 a.C). Aqui da mesma sorte promoveram sacrilégios e provocaram a profanação dos santuários da ICM espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Indago que país é esse que se diz democrático, que discursa pautar-se no que é bom para o coletivo, mas diferentemente porta-se como uma monarquia austera representada neste episódio por uma faceta de justiça partidária que relega a mais salutar voz de liberdade, direito e cidadania constituinte?
A razão seria que a Maranata sob as asas do dito estado laico (é isso que reza a constituição federal), em assembléia interna e em conformidade com seus estatutos escolhesse para a fase crítica os representantes e comissão para o enfrentamento da crise estendida e desgastante. Nenhum crente verdadeiro da ICM e os pastores sinceros que lá ministram sem receber qualquer salário concordam com fisiologismo eclesiástico, fraudes financeiras, estelionatos, evasão de divisas, formação de quadrilha e com máfias religiosas. Querem os irmãos que toda verdade seja trazida à tona, que os responsáveis pelos crimes sejam punidos nos rigores da reta justiça e que as somas fraudadas sejam devolvidas à igreja. Portanto que haja respeito com a instituição e seus membros que nada tiveram com o reprovável sistema implantado em sua gestão financeira e administrativa.
Para a alegria do rebanho os jornais noticiaram neste dia 03/07/2013 – não com o destaque e alarde que geralmente fazem para denegrir os cristãos com um discurso hipócrita de que é para proteger os fiéis – que a intervenção do Estado acabou por decisão do desembargador José Luiz Barreto Vivas e que o conselho presbiteral instituído por eleição no fim de 2011 volte às suas funções, exceto o único da atual composição investigado no processo – demorou mais até que enfim o rosto da justiça apareceu!
Que o Senhor Jesus Cristo oriente o conselho da Igreja Cristã Maranata na retomada normativa de suas atribuições em favor de um universo religioso de mais de 800 mil pessoas – a grande maioria de boa fé e índole. A comunidade evangélica também celebra essa vitória icemita e na oração comungam das mesmas súplicas e rogos em prol da grande obra do Espírito Santo.
Notícias relacionadas à postagem
Confira a notícia da derrubada da intervenção administrativa da Justiça capixaba na Igreja Cristã Maranata:
Suspensa a intervenção na Igreja Maranata (Gazeta Online) 
Veja a inconstitucionalidade da intervenção judicial na ICM:
Juristas evangélicos contra novo interventor da Igreja Cristã Maranata (Folha Vitória)
Você também poderá gostar de ler o artigo “Foi-se a glória” escrito no limiar dos ataques a Igreja Cristã Maranata a mais de dois anos atrás:
Foi-se a Gória! (Artigo publicado originalmente no blog Cristão Capixaba)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

IGREJAS COM MUITO E TEMPLOS COM POUCO 2

Existem igrejas abastadas financeiramente que submetem seus membros a uma miséria congregacional. Do ponto de vista estrutural alguns templos de melhor dotação orçamentária não têm sequer bebedouros adequados, os banheiros são ruins, o som é sofrível, o ambiente é abafado, a iluminação é precária, os assentos (bancos de madeira) são desconfortáveis, os ventiladores atrapalham o culto e falar em ar condicionado central é proibido. Tais igrejas oferecem a seus membros um serviço religioso inadequado e decadente se considerarmos o que estas instituições obtêm com a captação de tanto dinheiro advindo das contribuições.

Do ponto de vista experiencial essas igrejas indiferentes a qualidade de vida de seus mantenedores não valoriza aos que tanto se doam pela causa da instituição. Começa com o serviço de portaria e recepção que deixa a desejar, pois falta simpatia e até educação. A disposição dos bancos de assento é tão apertada que não se consegue passar sem esbarrar e sufocar a quem já está acomodado. Não oferecem sala ou culto infantil para que as crianças possam assimilar o Evangelho de forma adequada e dirigida e permitindo que os pais possam desfrutar de mais concentração para prestarem o culto racional. Os anúncios são desorganizados, ocorrem várias adições no momento da condução dos avisos semanais. A apresentação dos visitantes é tão desajustada que eles (os visitantes) acabam sentindo-se constrangidos ao invés de presença valorizada no ambiente. Os horários de término das reuniões são variáveis, prejudicam quem depende de ônibus ou tem que trabalhar muito cedo além de enfadar a assistência e afastá-la da igreja por falta de pontualidade. Em suma falta cortesia, compreensão, aplicação pelo bem coletivo além de cuidado e zelo com o patrimônio de Deus – as pessoas.

O que dizem os líderes desses templos desumanos e desatualizados de adequações estruturais e de convivência a seus frequentadores? A afirmativa que tentam encaixar é a de fundamentação bíblica para justificar o modo paupérrimo e desorganizado da casa de Deus que é administrada por eles. Alegam que Deus é Espírito e que não habita em templos bonitos e organizados feitos pelas mãos de homens (omitem propositalmente os templos inadequados e bagunçados), e desta forma o que prevalece na composição do argumento ensaiado é a espiritualidade do culto e não a estrutura física e a organização a favor da convergência de pessoas que prestarão o culto.

 Que bom se todos soubessem que o tabernáculo construído no deserto com ofertas voluntárias dos israelitas (Leia essas passagens deslumbrantes no livro de Êxodo do capítulo 28 a 35 pelo menos) era bem organizado, com medidas razoáveis, com mobiliário adequado, com utensílios requintados e com ministros vestidos a caráter (tudo sob a orientação detalhada do Senhor Jeová). Quem teve o prazer de contemplar o tabernáculo se encantava pelas cores, harmonização e significados ambientais. Ajudaria também se conhecêssemos sobre toda a história e composição dos melhores materiais aplicados na construção do templo de Salomão (2 Crônicas do capítulo 2 ao 7); na disposição daquele sacro ambiente, nos adornos esculturais que enalteciam a presença de Deus – tudo isso para deleite reverente e adoração conseqüente do povo de Deus – era uma honra estar dentro da suntuosidade daquele templo, o sentimento de filiação ao Rei do Universo seria instantânea.

A leitura bíblica literal do tabernáculo e do templo de Salomão é totalmente oposta à desses líderes que são hábeis gestores financeiros e exímios redutores de custos operacionais (essas competências não são más – o problema é quando o saldo desaparece com despesas convenientes a uma burguesia clerical). O tabernáculo e o Templo expressavam aos adoradores que o ambiente do culto comunicava a riqueza da pessoa de Deus, a ordem e a perfeição de Seu reino eterno - o ambiente precisa retratar Deus. Sentir-se bem na igreja denota completude do ser, envolve espiritualidade em instância primária, satisfação e conexão em plano espacial e prazer em caráter experiencial (Sl 84. 10) e essa é a possibilidade, contribuição e doação que a igreja onde congregamos precisa nos oferecer!

Você pode adorar a Deus num templo módico coberto com folhas de amianto sem ventilação adequada e com suor escorrendo pelo corpo se o contexto financeiro te impuser essa realidade – mas se não for esse o caso, peça uma melhoria à direção, os irmãos merecem. A igreja local precisa ofertar mais que reuniões regulares em templos apertados e sufocantes; oferecer mais que sermões exortativos em aparelhagem de som sucateada; necessita corresponder à nossa dignidade de servos de Deus, a nosso contexto social e econômico e à nossa boa fé. A instituição precisa, sobretudo reverter às finanças que compartilhamos por amar a Deus em benefícios à coletividade assídua do templo. Chega de arrancar lã, tirar leite e comer a carne das ingênuas ovelhas sem lhes oferecer ao menos um aprisco descente e pastagens verdejantes à nossa experiência dentro do templo no momento de cultuarmos ao Senhor (Jo 10. 1-5).

segunda-feira, 24 de junho de 2013

IGREJAS COM MUITO E TEMPLOS COM POUCO 1

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor (Sl 122.1)

Não quero ser mal interpretado neste artigo. A razão desta exposição é lançar luz sobre uma questão intrigante que tem incomodado muitos irmãos e por isso mais uma vez recorrerei à fonte energética de meus artigos - a Palavra de Deus (2 Tm 3.16-17). Esclareço que as pontuações não generalizam todas as instituições religiosas, até porque nem todas com suas administrações procedem ao teor desta abordagem. O cerne da questão é que muitos cristãos estão saindo de suas congregações (inclusive crentes ligados a elas há décadas) por falta de sensibilidade pastoral, transparência e coerência religiosa quanto a arrecadações, despesas e investimentos ou falta dele em âmbito local.

Lamento que formas de gestão eclesiástica decrépita e insensível tenham navegado por oceanos de falta de percepção pastoral e planejamento administrativo. Direções ancoradas em atrasos injustificáveis e nada transparentes gerando com isso enfrentamentos com membros locais. Vivemos em um tempo em que quando os filiados percebem que o comunitário não tem mais o óbvio sentido de bem comum e que a falada unidade da igreja é só mais um discurso conveniente a uma mascarada oligarquia bispal - um pavio de murmurações é aceso no meio da congregação e algo como um barril de insatisfações explode lançando crente pra tudo quanto é lado nas igrejas da adjacência; caem naquelas que oferecem melhores condições de congregar.

Muitos líderes e pastores carecem refletir sobre a vida da igreja enquanto comunidade local sob os prismas bíblico, histórico e contextual. Menciono a fundamentação bíblica e história porque conhecê-las é ter uma diretriz segura sobre o que foi o que é e o que pretende a igreja enquanto agência do Reino de Deus (Mt 16.18; At 5:11; 11:26; 1 Co 11:18; 14:19, 28,35; Ef 1:22; 3:10, 21; 5:23-25 27,32; Cl 1:18, 24; 2 Pe 2.9-10). O enfoque contemporâneo precisa considerar os aspectos: pessoal, social e espiritual. Pessoal porque a igreja é formada por pessoas e negligenciar suas necessidades com base na Palavra é uma omissão de realidades eclesiológicas (At 6.1-4; Gl 6.10). Social porque desconsiderar o perfil do tipo de gente (cultural e financeiramente) que congrega na igreja é um erro estratégico e posicional (Tg 2.9). Espiritual porque a igreja precisa fornecer um ambiente próprio ao desenvolvimento de espiritualidade (e não me refiro só à liturgia), um local agradável e prazeroso contribuirá para a enlevação transcendente da congregação (2 Cr 7.15-16; Ec 5.1; 1 Co 14.26).

Nesse novo tempo pelo qual atravessa a igreja evangélica brasileira não dá mais pra aceitar cobranças por dízimos e ofertas sem ao menos existir prestação de contas e algum retorno para o bem comum da congregação. Há pouco tempo atrás as necessidades temporais da obra resumiam-se a pagamentos de despesas como aluguéis, salários, encargos sociais, energia elétrica, água, telefone, material de limpeza e higiene – mas a nova e a renovada consciência cristã considera essas “saídas” muito poucas frente ao tanto que as instituições religiosas pedem e arrecadam. É verdade que o problema agravado em que membros embalam manobras de evasão de algumas igrejas tem mais a ver com dificuldades de gestão (má liderança e administração) do que com a conceituação e aplicação eclesiológica de seu funcionamento e manutenção. Estou dizendo que os irmãos não querem deixar de contribuir com a obra – o que desejam é que haja uma retribuição da instituição em melhores estruturas e condições de culto e serviço cristão.

Assistência fraterna e social, obra missionária, caravanas, cantinas, construção de templos e tantas outras necessidades estão fora do objetivo-foco dos dízimos e campanhas de ofertas de muitas igrejas - é tudo por fora por conta dos sobrecarregados contribuintes. Não sai da tesouraria dinheiro nenhum a não ser para as despesas enxutas da igreja e para as benesses pastorais. O evangélico no Brasil sofre pela alta carga tributária imposta pelo governo e também por um jugo ofertório determinado por algumas instituições religiosas de confissão evangélica – para vergonha nossa. Se existe correspondência cristã na prática do segundo mandamento ela não acontece em regra geral pela instituição que se proclama igreja, mas pelos irmãos com suas ofertas avulsas. A justificativa é que a instituição já tem seus custos elevados e não pode ajudar – não tem como oferecer auxílio de alimento, abrigo, agasalho ou qualquer suporte material (Tg 2.14-17; 1.27). O discurso é bonito, mas não convence!

Artigo com continuação, aguarde...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

OS EVANGELHOS DE PRATELEIRAS!

        Não é comum o cunho “evangelhos de prateleiras”, sua expressão obviamente não faz sentido quando a alusão retrata as Boas Novas de Cristo. Mas quando orações, canções, profetismos, visões, pregações e publicações de arrojos que massageiam o ego humano são apresentadas como mensagens espirituais e bíblicas (Cl 2.18); lamento dizer aos que “compram” essas meias verdades nas gôndolas dos mercadores de plágios da revelação bíblica que estão levando gato por lebre (porque geralmente são vendidas, não vem nada de graça desse mercado que atende a pedidos feitos pelo homem). 

        Neste segmento de vendas dirigidas ao povo cristão existem muitos embrulhos de heresias de perdição ao invés das desejadas bênçãos celestiais (2 Pe 2.1-3). O regente deste mundo construiu um supermercado de falsas promessas e arquitetou enganosas orientações à cristandade. Esse sistema maléfico vende o que não tem pois promete favores de Deus aos que com dinheiro, cheques, cartões de crédito, permutas e cortesias compram o produto oferecido nestas promoções aparentemente espirituais. Têm muita ingenuidade e por isso muitos irmãos acabam entregando parte de seus rendimentos aos disfarçados ministros do também deus do próprio ventre (Fp 3.19).

Notabiliza-se um absorto comércio que mercadeja até o intangível (promessas, milagres, solução de problemas e até unções de enriquecimento). Tais enunciados nada mais são que sorrateiro marketing aplicado à vendas. Idéias de homens que aglutinaram má fé, ganância e esperteza (Fp 3.18-19) frente à carência da multidão de professos de uma fé infundada de bíblia, caracterizada por inexperiência infantil (1 Co 14.20) e movida pelo sensacional triunfalismo das novidades espirituais que os faz andar de um lado para outro expondo-se a todo tipo de falsas doutrinas e modismos tresloucados (Ef 4.14).

                Existe uma perda de identidade cristã por conta desse mercado de pertinências e tendências do mundo gospel; afinal, são muitas as prateleiras de evangelhos dirigidos a gostos e preferências pessoais. Sermões desenvolvidos por “pregadores vendedores de fantasias espirituais”, hábeis em abordar o que gostamos de ouvir e com suas frases de efeito misturam o fermento comprado pela massa de crentes deste panelão de fé misturada com os açúcares e sabores de um idealismo humanista secular. Verdadeiramente o deus deste século cegou aos incrédulos de tudo e aos crédulos em qualquer coisa (2 Co 4.4).

Utilizei termos do próprio meio comercial e de marketing como: tendências, preferências, clientes e mercado, pois o que existe nos meandros da igreja evangélica brasileira é um grande negócio que enriquece muita gente e que ao mesmo tempo empobrece milhões de verdadeira espiritualidade e de dignidade cristã. São muitas as seções com os evangelhos de prateleiras contendo revelação extra-bíblia e até anti-bíblica na maioria dos casos. Tem auto-ajuda pseudo cristã, seminário de regressão, descarrego emocional, terapia espiritual, publicação escatomaníaca, satanalogia fóbica, maldição hereditária, mentalização afirmativa, confissão positiva e muitos outros “produtos para cristãos” que cegam, escravizam e até matam.

                Há uma inversão de posicionamento quanto à autoridade bíblica. Ao invés de submissão à Palavra de Deus, sujeitam e tentam condicionar as Escrituras a seus próprios comportamentos mesmo que estes sejam condenados pela Palavra (2 Tm 2.1-9). Seguem um evangelho encomendado que se condensa com impiedade; escutam pregações que se conformam com as obras da carne (Gl 5. 19-21). Aplicam-se a ensinos ideológicos e ilógicos dos empresários da fé que arrumam ao “crente moderno” uma vida comumente secular, objetivamente capitalista e necessariamente consumista garantindo com isso muito dinheiro aos que vendem essas indulgências modernas.

                O Evangelho não é produto elaborado para nossa satisfação como consumidores (Gl. 1.11; 1 Co 1.18); antes é a boa nova de salvação para nossa transformação de vida (Rm 1.16). Inclui abandonar o que é pecado e nos apegarmos ao que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e valoroso (Fp 4.8-9). Viver o Evangelho da Cruz requer sim uma escolha pesada e radical sustentada por fé em Jesus Cristo; sua experiência não se dá pelo ato de compra e venda, mas sim pela graça de Deus (Ef 2.8) e pela decisão da renúncia do antigo modo de vida e da abnegação de caminhar até ao fim seguindo e servindo a Cristo (Mt 16.24).

Não freqüente mais essas prateleiras e balcões lotados de meninices, heresias, mentiras, blasfêmias e sacrilégios. Expulse os vendedores de kits de bênçãos de seu tabernáculo espiritual (Jo 2.16). Utilize o azorrague do bom senso e do equilibrio espiritual contra esses irreverentes cambistas que se infiltram na vida evangélica com suas facilitações de culto e adoração (Jo 2.15). Cerceie sua relação com essa banca de curandeiros de mentira e com essa quitanda de profetas exímios em fazer média com homens – para vender suas visões imaginárias. Irrompa contra esse sistema de armazéns comerciais à custa do cristianismo, pois são enganações e deformações teológicas. Sai do meio dele povo de Deus; do mercado da fé e dos evangelhos de prateleiras e voltemos ao Evangelho da Verdade (Ap 18.4; 2.1-7; Jo 8.32).