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Reflexões acerca do mundo cristão.

quarta-feira, 4 de março de 2009

UM SILÊNCIO CARREGADO DE EXPECTATIVAS!


INTRODUÇÃO

Ó Deus, não estejas em silêncio; não te cales, nem te aquietes, ó Deus (Sl 83.1).

Não quero ser mal interpretado. Não estou dizendo que Deus não está falando nestes dias.

O que tenho dito é que há um silêncio específico de Deus, frente a esses abusos feitos em Seu Nome Santo; frente à forma de tratar a obra de Deus como negócio e o povo de Deus como mercado. Também há silêncio frente aos modismos, heresias que estão sendo espalhadas a partir de nossos púlpitos pentecostais; silêncio quanto a cantores que buscam carreira de sucesso e não ministérios de frutificação e louvor; "profissionais" que continuam sendo convidados - há um silêncio e não há como negar.

Louvo a Deus pois não é um silêncio absoluto. Deus está agindo, sustentando vozes para se pronunciarem contra essas incoerências pseudo-evangélicas.


MINHAS REFLEXÕES SOBRE O SILÊNCIO

A compreensão de silêncio genericamente está associada com momentos de quietude, calmaria, serenidade, tranquilidade, sossêgo e etc. Pela óptica biológica a noite gera no ser humano uma espécie de silêncio imposto pela carência física do sono e do descanso noturno.

O silêncio é uma dimensão importante do comunicar-se, é condição indispensável do saber ouvir; Não existiria palavra se não houvesse o silêncio. Este é bem mais que a falta de sons e ruídos: é a essência de toda a linguagem humana, porque representa sua fonte originária e seu fim último. No meio da balbúrdia das nossas vidas, já quase não sabemos o que é o silêncio. De tão desconhecido, acontece mesmo haver quem o tema como se teme um vazio, quem o sinta como um buraco negro em que se pára de existir.

Mas, silêncio não é fruto de sono; também não pode ser entendido em absoluto como momento de reflexão. Acho que o silêncio tem definições diferentes para cada pessoa, dependendo da razão que a faz silenciar-se. Silêncio se define para muitos como consequência de vergonha; como fruto de fracasso; como momento de tristeza; como abrupta surpresa desagradável. Pra não perder a objetividade e tornar-me prolíxo em meu raciocínio; páro por aquí a minha dissertação conceitual de silêncio.


A APOSTASIA E O ENGANO NÃO CAUSAM O SILÊNCIO DE DEUS!
Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR (Lm 3.26).

Em meio a essa ausência de expressão específica, há significados e esperanças espirituais.

Há um silêncio de Deus quanto à aqueles que frontalmente provocam sua justiça, que desafiam sua soberania no em nosso meio evangélico. Parece aquele silêncio do período inter-bíblico; onde não há profecias (a não ser as falsas); onde falta verdade e discernimento (porque sobra falsidade em meio a tanta confusão). Transformaram o louvor em um produto; a mensagem numa mercadoria encomendada; os cristãos num mercado de consumo; os cultos em shows; os púlpitos em palanques que irradiam heresias, arrogância e mentiras. E DEUS CONTINUA EM SEU SILÊNCIO ESPECÍFICO!

Entre o espanto e o pasmo recheados por um "por quê" acentuado de interrogações, uma quietude que se expressa como a de uma pregação a nível elevado de decibéis. O silêncio divino provoca inquietação naqueles que buscam o seu reino. Sabemos que esse silêncio de Deus significa muitas coisas.


OS SIGNIFICADOS DO SILÊNCIO

Essa inquietação gerada nos santos não é insegurança; é a fé se exercitando através das petições da alma: "venha logo o teu reino Senhor!" É a certeza de que o silêncio de Deus não significa transcedência de indiferença; é a segurança de que não estamos sós nesta batalha de pregar e viver à verdade.

Silêncio que alimenta expectativas; que precede alguma coisa grande da parte de Deus (Ap 8.1); será a iminente separação do trigo de entre o joio?

Ah! Como tenho desejado que este silêncio divino frente as espalhafatosas manifestações da meninice, do teologismo anti-bíblico e das obras da carne se proclame através da chegada de um genuíno avivamento espiritual; envolvendo crentes numa atmosfera de devoção e santidade; de fé baseada na Palavra de Deus; enchendo-nos de poder e autoridade para realizarmos milagres, sinais e maravilhas que não sejam vistos às custas de ofertas e combinações de valores financeiros prévios; que eleve nossos olhos a uma busca pelas coisas que são de cima; num empenho em proclamar a palavra da salvação aos que estão se perdendo e sobretudo, numa comunhão diária com Cristo. Na verdade, são muitas as expectativas por causa deste silêncio específico de Deus.


CONCLUSÃO

Por muito tempo me calei; estive em silêncio, e me contive; mas agora darei gritos... (Is 42.14).

No início deste comentário disse que Deus tem sustentado vozes em meio a esse período de impronúncias claras, quanto ao que abordei. Eu não vejo o crescente número de blogs que apologiam as verdades bíblicas e muito menos as literaturas do gênero como fenômenos virtuais ou tendência dos movimentos religiosos, como muitos os definem. Creio que este é já um fruto do silêncio específico de Deus (pois em silêncio o Senhor trabalha); como uma ação contínua do Senhor que culminará ou num grande avivamento espiritual ou no próprio arrebatamento da igreja.

Em todos os tempos de crise espiritual Deus sempre levanta alguém para expressar sua vontade ao povo - e quero crer que você é uma destas pessoas; portanto, expresse-se no silêncio e não seja omisso diante do Senhor!
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