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Reflexões acerca do mundo cristão.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

PORQUE AS IGREJAS NEOPENTECOSTAIS CRESCEM TANTO?

Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar (At 2.47)

INTRODUÇÃO
Algumas coisas já foram ditas e escritas a favor ou contra as igrejas neopentecostais. Não vou tomar partido entre os que são contra ou a favor. Esse comentário vem como observação de uma verdade inegável e como reflexão crítica sobre nós que somos membros de igrejas tradicionais e pentecostais clássicas. O movimento neopentecostal gerou comunidades que estão crescendo em número, mais que as igrejas tradicionais e pentecostais.

DEFININDO O NEOPENTECOSTALISMO.
A definição abaixo não contempla pormenores descritivos de liturgia, crenças e costumes específicos destes grupos (para tal compreensão será necessário um estudo mais profundo e exaustivo).

O QUE É? NEOPENTECOSTALISMO é uma vertente do evangelicalismo que congrega denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais. Surgiram sessenta anos após o movimento pentecostal do início do século XX, ambos nos Estados Unidos da América.

Em alguns lugares são chamados de carismáticos, tendo como exceção o Brasil, onde essa nomenclatura é reservada exclusivamente para um movimento dentro da Igreja Católica chamado Renovação Carismática Católica. O Movimento Carismático ou Neopentecostal principiou-se nas denominações históricas (Batista, Presbiteriana, etc). Assim surgem:

As Igrejas Pentecostais Sinais e Prodígios, fundada em 1970; A Igreja Renascer em Cristo, em 1986. Surgem também as denominações novas, não oriundas de igrejas históricas, mas de líderes hábeis e influentes. Tal é o caso de: Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), fundada por Edir Macedo em 1977 no Brasil; Igreja da Graça, fundada por R.R. Soares.

Na verdade há várias igrejas neopentecostais espalhadas principalmente em nosso país, que não tem o destaque da mídia, como as igrejas maiores deste segmento; mas, que também frutificam-se com novos adeptos a cada dia.


PONTOS SALIENTES DO CRESCIMENTO NEOPENTECOSTAL

E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais (At 5.14).

Como já disse anteriormente, este comentário não se ocupa de apresentar argumentos contra ou favor ao segmento em apreço (e não é falta de posicionamento de nossa parte – pois o temos). A análise pessoal procurou identiciar os principais elementos que produziram e produzem até hoje o crescimento destes grupos, que já não podem mais serem considerados de apenas “movimentos”.

FOCO: Analisando as origens e desenvolvimento de alguns destes grupos, como por exemplo a IURD, verificamos que já iniciaram um trabalho “evangelístico” focado em crescimento e expansão. QUAL TEM SIDO O FOCO DE NOSSAS DENOMINAÇÕES TRADICIONAIS E PENTECOSTAIS CLÁSSICAS?

Com certeza, as igrejas históricas tem um posicionamento muito mais exigente quanto às suas expansões. Pra esses grupos não é a quantidade o aspecto mais importante do crescimento; mas sim a qualidade deste crescimento. A preocupação não é com o crescente e explosivo número de conversos, mas sim com um discipulado pessoal capaz que produzir novos díscipulos de Jesus. Obviamente existe lógica neste posicionamento. Mas afirmar crescimento qualitativo sem o quantitativo – pra uma denominação não serve. Ou você tem peso e representatividade social ou não tem; e isso só se consegue com muita gente – com multidões de seguidores. DEFENDO QUE A IGREJA DEVE TER COMO FOCO A SALVAÇÃO DAS ALMAS PORQUE O CRESCIMENTO QUALITATIVO E QUANTITATIVO QUEM DÁ É DEUS! SE UMA IGREJA NÃO TEM O PERDIDO PECADOR COMO FOCO DE SEU TRABALHO EVANGELÍSTICO – NÃO VAI CRESCER EM NENHUM SENTIDO.

GOVERNO: Eu acredito que a forma de governo adotada por essas novas igrejas, são um dos pontos mais importantes para o desenvolvimento, sustentação e expansão de seus templos, membresia e adeptos. Há sempre um lider, ou conselho que faz valer para todas as filiais e atividades a mesma fala, os mesmos objetivos e etc. Não é um regime onde todo mundo pode opinar e definir, formando numa mesma denominação posicionamentos opostos. Entre as igrejas neopentecostais, quando analisadas particularmente não existem posiciomentos opostos sobre um mesmo assunto. Do modo deles (ou do lider de cada grupo) há uma definição pronta, um padrão único e uma voz de comando central que coordena os rumos daquela comunidade em todas as interpretações de fé e prática. QUAL TEM SIDO A FORMA DE GOVERNO DE NOSSAS DENOMINAÇÕES TRADICIONAIS E PENTECOSTAIS CLÁSSICAS – SERÁ QUE TEM SE PROVADO EFICAZES AO CRESCIMENTO OU AO ISOLAMENTO LOCAL? É interessante informar que não propomos revoluções contra os sistemas historicamente adotados por nossas igrejas tradicionais e clássicas pentecostais. A questão é que algumas destas formas de governo, não permitiram harmonia doutrinária e muito menos entendimentos quanto à alguns costumes e sobretudo de crescimento saudável. Acho que quando a soberania local de uma igreja a dá tantos direitos a ponto de distanciá-la por completo da harmonia denominacional; ela perde forças e representatividade (essa análise é sobre a óptica denominacionalista).

ESTRUTURA: A parte estrutural de governo, de filiais e de recursos que esses grupos dispõe chegam a nos impressionar. Templos suntuosos, canais de tv, emissoras de rádio, gravadoras, editoras e gráficas. Todos estes recursos são usados objetivamente para divulgar e massificar a presença dessas igrejas em todo o território nacional e até fora de nossas divisas, realçando suas mensagens e oferecendo seus templos como centros de solucões para todos os problemas que incomodam desde o humilde cidadão até ao individado empresário. É claro que nossas igrejas tradicionais e pentecostais clássicas, nunca vão usar seus meios para uma acentuada promoção de imagem ou marketing denominacional – uma vez que todos esses recursos em tese, são para proclamar o evangelho e informar o povo de Deus. MAS JÁ PENSOU UTILIZARMOS ESTES RECURSOS PARA NOS APROXIMARMOS DO POVO. NENHUMA ESTRATÉGIA OU RECURSO EVANGELÍSTICOS SÃO BONS SE NÃO POSSIBILITAREM ACESSO ÁS PESSOAS. A IGREJA É COMPOSTA DE PESSOAS; E ESTAS PESSOAS ESTÃO NO MUNDÃO, COMO VAMOS ALCANÇÁ-LAS SE NÃO TIVERMOS RECURSOS EFICAZES PARA TAL. COMO TEMOS UTILIZADO NOSSAS ESTRUTURAS PARA O PROGRESSO DO EVANGELHO?

MÍDIA: A estrutura organizacional e financeira que este grupos obtiveram lhes deram poder e condições de sustentar milionárias campanhas de exposição entre todos os veículos de comunicação. Existem tele-evangelistas que podem nos dar uma verdadeira aula de marketing religioso (O evangelho não precisa de marketing. Precisa de proclamação conforme o sentido do termo no original do NT aplicado à dinâmica da evangelização desencadeada pela Igreja de Cristo). Considerações a parte, eles sabem explorar e entregar suas mensagens e convites como poucos. Os neopentecostais foram os que mais souberam tirar proveito dos recursos da mídia para encherem suas igrejas de curiosos que logo se tornaram em novos adeptos e difusores de crescimento do determinado grupo religioso.

MENSAGEM: Do ponto de vista apologético boa parte das igrejas neopentecostais tem em seu arcabouço doutrinário heresias e muito conteúdo extra-bíblico; por isso, há críticas respaldadas na bíblia contra práticas desse segmento cristão. A mensagem ou ensino na maioria das vezes não tem uma sustentação exegética básica. O ponto de atração é que se utilizando do Evangelho eles conseguirarm contemporanizar e adaptar um enlatado – porque a mensagem de algumas igrejas neo pentecostais são um produto – às necessidades das pessoas nesta correria por sucesso, riqueza e saúde dos tempos em que vivemos. Nossa mensagem é a melhor; mas as formas de apresentá-la são muito convencionais e previsíveis. UMA IGREJA EVANGELÍSTICA VAI SEMPRE IDEALIZAR MANEIRAS EFICAZES E DISTINTAS DE APRESENTAR A MENSAGEM COMPLETA DO EVANGELHO DE FORMAS E COM RECURSOS DIFERENTES.

CONCLUSÃO

E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé (Composição At 6.14).

Absolutamente não é possível sintetizar os pormenores gerais do que desencadeia o crescimento das igrejas neopentecostais. Mas com certeza, entre as razões possíveis os pontos aquí comentados devem estar.

Meu comentário não vai mudar a estrutura de nenhuma igreja histórica; mas pode conscientizar obreiros e membros destas igrejas a que também se expressem a favor das razões de crescimento que bem organizadas trariam benefícios as nossas distintas denominações e sobretudo ao Reino de Deus.

No amor de Cristo,

Sílvio Costa
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