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Reflexões acerca do mundo cristão.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

LIBERDADE CRISTÃ SEGUNDO O NT

INTRODUÇÃO

Gálatas 5.1 e 5.13 descrevem os cristãos como sendo aqueles que são chamados para a liberdade. Estas passagens nos ajudam a entender melhor a liberdade que devemos reivindicar e aproveitar.

João 8.31-36. Uma pessoa que viva de acordo com as palavras de Jesus chega a “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Aqui, “verdade” é a revelação da realidade dada por Deus, uma revelação que nos capacita a compreender as diversas noções sobre o que é a vida. Os seres humanos não salvos vivem em um mundo de ilusão, nunca sendo capazes de dizer o que é verdadeiramente bom e correto, o que é útil e o que é prejudicial. A pessoa que é guiada pela Palavra de Deus toma boas decisões e evita os perigos que assaltam aqueles que hesitam nas trevas.
Assim, a “liberdade” é a libertação da cegueira e obstinação espiritual que são inerentes na trágica condição da humanidade pecadora. A capacidade que a fé tem de ouvir e responder às palavras de Deus nos capacita a conhecer, por experiência própria, uma realidade que os outros não poderão nunca sequer vislumbrar e muito menos compreender. Esta é a verdadeira liberdade.

Romanos 6.15-23. Paulo desenvolve um tema que Jesus apresentou em João 8.34. “Todo aquele que comete pecado é servo do pecado”. A liberdade é a libertação do domínio que o pecado tem sobre nós – a capacidade de colocar todos os nossos membros à disposição de Deus a serviço da justiça.
Longe de ser independência, a liberdade cristã envolve uma mudança de senhor. Nós somos libertos da dominação do pecado e transferidos para um campo em que a vontade de Deus é soberana. A passagem enfatiza o resultado final do serviço realizado para cada senhor. Aqueles que servem o pecado sentem vergonha e vivenciam a morte. Os que servem à justiça tornam-se santos.

Romanos 8.2-11. Romanos 8 explica como uma pessoa sem capacidade de observar a Lei pode sentir liberdade. A resposta é o Espírito Santo que dá vida e poder aos crentes que se voltam ao seu controle, apesar da mortalidade de cada um deles. Aqui também, liberdade é a capacidade concedida divinamente para fazer o que é certo e bom.

Gálatas 5.1-26. Paulo deixou claro que a Lei não é um meio de salvação, nem um caminho para a realização espiritual. Cristo nos libertou da Lei, concedendo àqueles que crêem a “adoção de filhos”. Mas qual é a natureza desta liberdade? É a liberdade de “servir uns ao outros pela caridade” (5.13). Isto é liberdade: relacionar-se tanto com o Espírito Santo que, ao invés de ter nossas atitudes e ações modeladas pelas motivações de nossa natureza pecaminosa, nós e nosso modo de vida somos transformados por Deus de dentro para fora. Aqui liberdade cristã é a liberdade de viver uma vida tão boa, que a “lei” torna-se completamente irrelevante, pois nada em nosso modo de vida é proibido por lei.

CONCLUSÃO
Claramente, a liberdade cristã não é independência, nem direito de fazer qualquer coisa que desejemos. A liberdade cristã é uma dependência do Espírito, que nos liberta da escravidão do poder do pecado que habita em nós. E o exercício da nossa liberdade consiste em vivermos uma vida disciplinada, fazermos o bem, e sermos bons.
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