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Reflexões acerca do mundo cristão.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

É TEMPO DE OLHARMOS PARA JESUS!

Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp 3.14).

A cada dia ganha mais sentido para o cristão sincero aquela sacra afirmação bíblica: Olhando para Jesus, autor e consumador da fé... (Hb 12.2). De fato em nossa atualidade temos visto e ouvido coisas que chegam a abater o ânimo de muitos irmãos.

Mal testemunho de lideranças, hipocrisia entre crentes, mentiras, trapaças, armações e toda sorte de ações contrárias ao que ensina a Palavra de Deus. Encontrar uma referência de vida cristã autêntica em meio a esse caos do mundo evangélico fica cada vez mais difícil. Deter-se em encontrar as razões que nos trouxeram a esse caldeirão de absurdos e incoerências religiosas talvez não resolva; mas nos fará refletir.
Mudar nossa própria conduta e subordiná-la as diretrizes da Bíblia Sagrada, por certo é a melhor coisa a se fazer nestes tempos de mau testemunho.

Cientes da necessidade da mudança que deve começar em nós; vamos refletir sobre dois aspectos relacionados a esse momento tão difícil em que a igreja evangélica brasileira atravessa.

1º aspecto do problema: Lideranças evangélicas que não são exemplos de vida cristã pra ninguém. Se de lá do meio dos leigos há esperança em se ter uma liderança forte e espiritual – essa expectativa será frustrada em muitos ministérios. Homens que só pensam em se promoverem; comprometidos em agradar as pessoas que os ouvem; mais políticos que profetas; mais negociantes que defensores dos valores do Reino dos Céus; mais empenhados em mensagens antropocêntricas do que em apresentar as verdades incontestáveis da Palavra de Deus.

Corre pelos Arraiais evangélicos um antigo pensamento cristão: “A igreja é o reflexo de sua liderança”. Que há lógica no adágio cristão não há dúvidas. Mas o que fazer pra resolver esse problema? Uma das respostas mais simples e francas é orar e buscar de Deus um avivamento espiritual que traga consigo enchimento de poder e transformação de vidas (digo isso, pois vemos por aí um suposto “poder” e pouco testemunho cristão que convence a sociedade). É aqui que a iniciativa pessoal começa a lançar trilhos para prosseguir nos autênticos caminhos de uma vida transformada pelo poder de Deus.

2º aspecto do problema: Uma membresia que não vive o Evangelho que professa. O problema não é só o de ausência de uma liderança exemplar. Há um desvio amplo de muitos daqueles que estão subordinados também. Pessoas que mesmo tendo aprendido os caminhos da santidade; que mesmo gozando do convívio com alguns homens de Deus; não permitem ao Senhor desenvolver em suas vidas o fruto do Espírito. São carnais, negligentes, amantes de si mesmos e, sobretudo, indiferentes a voz de Deus.

Sintetizando os dois aspectos de mau exemplo: Falta exemplo e prática. Exemplo por parte daqueles que conforme as Escrituras deveriam ser “exemplo dos fieis” (1 Tm 4.12); prática por parte daqueles que devem “obedecer a seus pastores” (Hb 13.17); sendo cumpridores da Palavra ministrada e não meramente relapsos ouvintes (Tg 1.22, 23, 25).

CONCLUSÃO
Eu e você não podemos simplesmente olhar para os outros e achar que somos melhores, de forma alguma. Mas, podemos dar um testemunho de compromisso com Jesus. Cristo é que deve ser nosso exemplo diário e se assim fizermos acabaremos por glorificar o nome do Senhor.

Que Jesus nos ajude.
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