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Reflexões acerca do mundo cristão.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

DIVISÕES NO PENTECOSTALISMO CLÁSSICO!

Amados em Cristo; é notório que dentro do pentecostalismo clássico, existam grupos divergentes que firmemente ostentam suas posições de razão quando o assunto é liturgia de nossos cultos e vida cristã pentecostal.

Neste simples comentário, quero destacar basicamente dois destes grupos que se estranham atualmente:

O primeiro grupo parece ter fé suficiente para crer até mesmo para além da Palavra de Deus. Para estes não há a menor necessidade de base, fundamentação ou orientação bíblica para suas expressões, ensinos e pregações. O negócio é gritar, pular, revelar, entregar profecias, profetizar sempre bênçãos, compartilhar visões, passar por experiências como arrebatamento de espírito e etc. A normatização de seus comportamentos litúrgicos (com exceções), não se baseiam nos princípios de adoração, de decência ou de ordem nos trabalhos; mas dos sentimentos e emoções de cada um.

O segundo grupo crê através das medidas da hermenêutica e da exegese da Palavra de Deus (e não estão errados por isso). Esse comportamento de fé desenvolveu uma espécie de vida pentecostal mais teologizada, mais objetiva, culta, pragmática e menos sentimental e emotiva. Este estilo mesmo sem querer estabeleceu limites, impôs regras e condicionantes dentro dos quadrantes do pentecostalismo clássico, a ponto de alguns irmãos se sentirem contidos para adorar a Deus com mais liberdade em algumas igrejas que adotam esse tipo de vida congregacional.

Não é meu propósito fazer apologia favorável a nenhum dos grupos expostos; a questão é que estas posturas pentecostais encabeçadas por líderes, pregadores, mestres, cantores e irmãos de modo geral, ao invés de promoverem entendimento, aguçam ainda mais a existência daquela disfarçada desunião escondida entre os pentecostais e acabam por acentuar o tamanho da crise gerada.

As razões apresentadas por ambas às posições geraram tal discórdia sobre o "modus vivendi" da igreja pentecostal que produziram um enfrentamento antiético, mal-educado e, sobretudo anticristão (não gostaria de ser mal interpretado ao empregar o termo "anticristão". Mas, raciocinem comigo: se um dos ensinos mais claros do Novo Testamento quanto aos aspectos de vida da igreja cristã, são amor, união, fraternidade - quem promove o contrário, abre margem para tal colocação).

O grande problema desta batalha interna entre fileiras do pentecostalismo, é que a guerra contra o adversário da igreja é esquecida; afinal é mais fácil vislumbrar com olhos carnais, a oposição em outro irmão que não compartilha das mesmas convicções pessoais; do que reconhecer que Satanás, o inimigo da Igreja não cessa de lançar intrigas, fomentar facções, aconselhar partidarismos, armar ardis, estimular a formação e agregação de adeptos ao grupo A, ou ao grupo B.

De um lado estão os pregadores "avivalistas" (INCLUSIVE ALGUNS MAIS PARECEM ADEPTOS OU PROPONENTES DO NEO-PENTECOSTALISMO OU DE MOVIMENTOS CARISMÁTICOS DO QUE PENTECOSTAIS CLÁSSICOS), os que em nome de Jesus realizam uma obra até de assustar ou tornar os irmãos atônitos pelas coisas que acontecem. Infelizmente este grupo, através de algumas de suas expressões e exemplos, em alguns casos ao invés de promoverem fé, temor e adoração a Deus, suscitam dúvidas, geram murmúrios e levantam questões desnecessárias nas igrejas por onde passam. Não estou dizendo que os nobres pregadores e conferencistas deste estilo sejam todos assim.

Do outro lado estão os "exegetas", os "teólogos" os "mestres em Bíblia", que condenam abusos, que orientam através de suas pregações e ensinos o crente pentecostal a não se deixar levar por sentimentos e emoções que não fundamentados na Bíblia Sagrada. Este grupo tem a seu favor o testemunho histórico dos grandes avivamentos mundiais (afinal, os avivamentos genuínos são fruto de uma operação direta do Espírito Santo na vida das pessoas, que ao ouvirem a Palavra de Deus, arrependem-se de seus pecados, mudam seus hábitos de vida e buscam mais pela presença de Cristo através de uma vida de santificação progressiva). Mas se há críticas quanto aos "irmãos fogo puro" pelos exageros; também para a parte dos queridos discípulos do "crer através da hermenêutica", existem faltas e umas outras coisinhas.
TEM MUITA GENTE POR AÍ QUE SE ENCHEU TANTO DE REGRAS DE INTREPRETAÇÃO, DE LÉXICOS DE LÍNGUAS ORIGINAIS, DE FILOSOFIAS DE GRANDES PENSADORES, DE MENSAGENS ESQUEMATIZADAS NOS MOLDES HOMILÉTICOS, QUE ACABARAM POR SE ESVAZIAR DA NECESSÁRIA PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO. E TEM UMA PARCELA QUE ATÉ O EXTINGUIU DE SUAS VIDAS, ATRAVÉS DE SEUS LIMITES E CONDICIONANTES PARA DEUS AGIR E OPERAR.

A minha maior preocupação é que quando há ataques entre os grandes representantes desses grupos antagônicos, acaba sobrando para a igreja. Afinal na maioria dos casos o ponto de ataque e contra-ataque destas rixas são os nossos púlpitos, os nossos congressos, os nossos encontros e as nossas escolas bíblicas. O campo de enfrentamento acaba descendo da tribuna e alcançado as massas, arrebanhando simpatizantes para ambos os lados e gerando desentendimentos entre os irmãos. A crise se instala, uma dúvida súbita arremete-se sobre os irmãos, e uma questão inevitável se levanta: Qual dos dois grupos está com a verdade?
Em minha opinião, enquanto houver “grupos antagônicos”, a ponto de se odiarem entre a igreja de Cristo – NINGUÉM ESTARÁ COM A VERDADE E NINGUÉM POSSUIRÁ A RAZÃO!
Não concordar no mundo das idéias, no campo das interpretações, no universo teológico é uma coisa (e isso sempre existiu); mas lançar palavras ofensivas, ou adotar rotulantes para quaisquer dos grupos em apreço é UM PREJUÍZO PARA OS PENTECOSTAIS, É UMA POSTURA DANIFICANTE AOS MEMBROS DO CORPO DE CRISTO. E cá pra nós não é deste tipo de empenho que nós os pentecostais precisamos. Precisamos é nos unir, é nos ajudar, é nos entendermos para completarmos a obra de evangelização deste nosso Brasil.

Que Deus o abençõe mais em Cristo!
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